O motor da picape de Arthur rugiu subindo as vielas, mas o barulho dentro da cabeça dele era muito mais ensurdecedor. Ele estacionou de qualquer jeito na frente da casa dos pais e saltou do veículo com uma aura tão carregada que os vapores da rua pareciam se afastar.
— Arthur! Espera! — Laura gritava, descendo do carro logo atrás, tropeçando nos degraus.
Ele não esperou. Entrou na casa como um vendaval. Vitor estava sentado na mesa da cozinha, limpando sua pistola, enquanto Amanda mexia uma