Mundo ficciónIniciar sesiónAliana Ramirez Aliança.
Eu acordei, fiz minha higiene, vesti uma saia preta, meio curta lambada, uma blusa cinza de mangas compridas e minhas botas vermelhas que eu amo, inclusive eu amo muito essa cor. Fui para a sala de jantar e todos já estavam lá com a exceção do Jerryme que está na casa dele perto daqui. A minha mãe tinha preparado o café da manhã, saudei e sentei-me apenas pensando na noite de ontem e no quanto eu estava feliz. – Aly... Terra chamando Aliana – minha mãe falou alto olhando para mim preocupada – oi! – respondi voltando a realidade – a Manon pediu-te para passares a manteiga – minha mãe falou ainda me olhando preocupada – ah, desculpa estava destraida – eu falei passando a manteiga para a Manon. – Deu para perceber – a Érika falou com malícia e intusiasmo, eu olhei para ela meio incrédula pois ela me dedurou com esse comentário. – É claro que ela está com a mente em outro lugar afinal ontem ela veio acompanhada com o primo de um amigo meu – o Rui falou e olhei feio para ele. – É verdade eu também vi – a Manon também falou erguendo a mão direita. – Até você Manon! – eu exclamei olhando para a Manon ainda incrédula – me desculpa, mas eu também vi e vi como você estava feliz – ela falou. – Aliana eu achei que fosses esperar um pouco antes de entrar em um relacionamento novo? – minha mãe falou. – O amor não espera – eu falei de forma poética e eles olharam para mim surpresos – e a decepção também – o Rui falou em seguida – você tem algum problema? – indaguei irritada – tenho... Quem te deu permissão para namorar o primo do meu amigo? – ele indagou. – Que absurdo! Desde quando eu tenho que te pedir permissão para alguma coisa Rui? Você não manda em mim – falei irritada – desde o momento em que os primos sejam dos meus amigos – ele falou e os dois fizemos careta um para o outro como se fossemos duas crianças e a Érika riu. – Rui fica quieto e Aliana você saiu de um relacionamento à pouco tempo... – a minha mãe ía continuar mas eu fiz sinal de apelo – mas se você acha que queres ingressar em um novo relacionamento tudo bem, desde que isso não seja um empecilho para a tua formação cognitiva e você estejas 100% concentrada eu aceito – a minha mãe terminou de falar e eu fui a abraçar super feliz Terminamos de tomar o café da manhã, a Érika saiu de casa para ir ver o Jerryme afim de resolverem a situação, a minha mãe levou a Manon e eu fiquei sozinha. Do nada me deu vontade de andar pela casa e vi a porta do quarto do Rui aberta, eu curiosa fiquei na porta e o vi de costas sem camisa e ele tinha tatuagem no lado direito perto da nádega que não dava para ver direito. Ele colocou a camisa e virou me apanhando e eu fiquei parada olhando para ele – você não tinha que estar em outro lugar? – ele indagou quebrando o silêncio – e você não devia estar no trabalho? – indaguei de volta – você sabe que espiar pessoas semi nuas é assédio? – ele retrucou – e você sabe que somos irmãos e parceiros que não se deduram? – retruquei. – Então você ainda está chateada com o facto de eu ter dito a verdade? – ele indagou. – A verdade que te convinha? – Mas é ou não é verdade? – indagou olhando para mim enquanto se deitava na cama. Eu entrei no quarto, puxei uma coberta pesado dobrada azul com uns desenhos do Mikey Mouse e bati com a coberta na barriga dele e o mesmo gritou e se pegou na barriga sentando-se na cama. – Não vale falar meia verdade – falei e ri dele no final. – Você está muito bruta – ele disse ainda se contorcendo de dor. – E você muito frágil, nem parece que jogava andebol na adolescência? – Cala boca, você é muito bruta e vás ver – ele falou levantando-se e vindo na minha direção, eu ia fugir mas ele foi mais rápido e me agarrou pela cintura me puxando na cama fazendo consiga, enquanto eu me debatia e ria sem parar fiquei preocupada pois eu não coloquei meia calça e a minha calcinha tinha desenho. Ele parou de repente e virou para o outro lado – Rui você está bem? – indaguei sentando na cama e olhando para a região dorsal dele – você podia falar que não colocaste meia calça? – ele indagou e acho que ele viu – nós somos irmãos então não faz mal, né? – indaguei como senão fosse nada, mas por dentro a vergonha – não é porque somos irmãos que eu tinha que ver a tua calcinha de ursinhos carinhosos – ele falou sério – ei – falei atirando uma almofada na cabeça dele, ele olhou para mim e eu para ele e começamos a rir. – Você está rindo por quê – ele perguntou entre risos. – Porque você riu... E você por que está rindo? – Para não pesar mais o clima e para não pensar muito que desde os teus 13 anos você gosta de usar calcinhas de desenhos – ele falou rindo de novo. – Ei... Você também usa cobertas com desenhos e podemos parar de falar de calcinhas é estranho – falei e ele parou de rir. – Não é a mesma coisa e você sabe. Desculpa e podemos parar de falar sobre calcinhas sim – ele falou a palavra que eu disse para parar mais alto e eu arremecei outra almofada que o tocou em cheio na cara. Nós rimos e ele deitou na cama e eu deitei ao lado dele. – À muito tempo que a gente não ficava assim – falei quebrando os 3 minutos de silêncio desde que nos deitamos. – Como assim... Que não falávamos de calcinha – ele falou e eu dei um tapa no braço esquerdo dele – tá, já entendi – ele falou segurando o braço. – Você está a ser desagradável. – Desculpe, mas você tem a certeza que queres se relacionar com outra pessoa tão cedo? – ele indagou olhando para mim e eu olhava para o teto – você... Sem lá... Não tem medo... De estares a fazer a escolha errada... Ou... De estares a ir pelo caminho errado? – ele continuou fazendo várias pausas, procurando palavras adequadas. – Claro que tenho medo e muito, mas... Nós nunca saberemos se um caminho realmente é certo senão passarmos por ele. Eu não quero me transformar naquele tipo de pessoa que só porque fez várias escolhas erradas preferi só não escolher mais... Eu acredito no amor mesmo que não seja para mim – respondi olhando para ele que ainda me olhava. – Mas você nem precisa, você namora com a Meg à uns 6 anos – falei voltando a olhar para o teto e ele também ficou olhando para o teto quieto, o silêncio tomou conta do quarto – vocês terminaram? – eu indaguei. – Interrompi alguma coisa? – a Érika fala na porta do quarto e os dois sentamos rápido na cama – não... Que isso! – falamos nervosos ao mesmo tempo. – Não precisam ficar assim, dão a entender que estavam fazendo outra coisa e não conversando apenas – a Érika falou. – Nós! – exclamamos juntos nos olhando e depois para Érika – nunca! – exclamamos juntos novamente. – Calmem, eu estou de zoeira mesmo. Aly preciso falar com você – eu levantei indo com a Érika – vás ter que voltar rápido para Nova Yourk pois estás na lista de convidados para a estreia de um filme – a Érika falou e eu olhei para o quarto do Rui. O Rui desde que nos conhecemos quando eu tinha 12 anos e ele 15, nos tornamos inseparáveis e melhores amigos e eu sentia que ele não estava no melhor momento dele, sem contar que a Manon estava feliz por eu estar aqui.






