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Capítulo 2 – Encontro de família.

Aliana Ramirez Aliança.

Os sonhos... Todo sonho pode ser realizado, mas porque que as vezes quando o sonho é realizado sobra apenas o vazio? Um grande, como se ainda estivesse incompleto.

– Aly, você nesse momento está com mais de 80 milhões de seguidores nas redes sociais, mais de 2 bilhões de strems somadas, com apenas 23 anos Como é? – A Sonya, a jornalista indagou.

– Eu estou muito feliz, eu comecei fazendo parte de séries pequenas de studio não muito conceituado aos 15 anos e hoje aos 23 anos estou aqui, com 16 músicas, um gramy e eu estou feliz.

– Que bom, mas como você está após o término com o Filipe?

– Estou bem, acho que não era para ser – dei uma risada de leve no fim.

– Também foi o que falaste quando o teu namoro com o Carlos e com um outro cantor na tua juventude terminou.

– Porque também não era para ser eles.

– O que os teus pais pensaram sobre o assunto?

– Eu sei onde você quer chegar e eu vou repetir o que tenho dito em todas as minhas entrevistas deixem a minha família fora disso, a minha vida não entretenimento, querem algo comigo para se entreterem tem os filmes que eu faço e fiz e isso é o suficiente, quando eu quiser falar sobre direi mas não é o caso.

– Me desculpa se foi o que dei a entender, mas uma jovem cantora sem acompanhamento familiar é estranho, você é jovem e precisas de orientação – não deixei ela terminar a frase e disse – e quem disse que estou sem orientação? A minha mãe me educou bem, eu nunca estive metida em polémicas.

– Não acho, os teus términos se tornaram uma.

– Não é porque não vêem a minha família que eles não me acompanham, que não me orientam e para mim essa entrevista terminou – falei saindo de lá enquanto Sônia corria atrás de mim implorando para eu voltar. Lágrimas escorriam dos meus olhos, salgadas como tem sido o sabor da vida ultimamente.

Jerryme não se opôs, ele respeitava o meu limite e me tirou daí, essa não era a primeira vez que tal coisa ocorria.

– Você está bem? – o Jerryme questionou quando estávamos no carro indo para a secção de autógrafos.

– Sim, acho que só preciso de ver os fãs para me sentir rejuvenescida – falei forçando um sorriso e apreciando as ruas em que passávamos.

A secção de autógrafos foi intensa com inúmeros fãs, quando voltei encontrei os lírios amarelos, novos do R, me desejando sucesso de novo, sorri instantaneamente, o sorriso mais instantâneo e verdadeiro que dei hoje. Eu dormi abraçando aqueles lírios do R.

A Érika me acordou, porque hoje era o ensaio do show e o Jerryme gosta de tudo impecável então eu tinha que estar a começar com o ensaio.

– Aly, a Manon está ligando – Érika falou.

– Uma pausa de 5 minutos pessoal – falei indo em direção da Érika recebendo o telefone.

– Mana como estás? – Manon indagou, sua voz demonstrou alegria.

– Bem e você?

– Também estou com saudades, vamos assistir o seu show na televisão.

– Que bom meu amor, falamos mais quando eu voltar para casa ok?

– Está bem, só queria ouvir a tua voz.

– Foi muito bom ouvir a tua Manon.

– Te amo mana.

– Eu também maninha.

Falar com a Manon me deixou muito alegre, eu dei tudo de mim no ensaio e amanhã seria o último show. Nos programas não se falava de outra coisa senão o meu último show em Chicago.

Amanhã chegou e estava a maior zona, o Jerryme estava a organizar tudo e eu ainda ensaiava no meu camarim.

– Vai correr tudo bem Aly.

– Obrigada, você sempre esteve comigo, você tem sido minha família aqui Érika.

– Agora eu que vou ficar emocionada. Você vai ficar 6 meses de férias e eu vou ficar aqui com o carrancudo do Jerryme.

– Vem comigo?

– Sério!

– Sim, minha mãe vai ficar feliz em ti conhecer e a Manon também pois vai parar de te ver apenas por vídeo chamada.

– Sim, vamos para o Texas – ela falou e nós ficamos aí a pular à toa e a cantar a minha canção " Se for você".

Dessa vez tem 2 milhões de pessoas no show, estava tudo barulhento e quando fui para palco e vi aquelas pessoas todas, claro que já tive 5 milhões em um show, mas isso também é surreal para mim.

– Oi pessoal – falei no palco emocionada e eles responderam.

– Esse é o último show da Alltour e eu vou sentir saudades de todos vocês então eu dedico esse show a minha família, incluindo o meu agente Jerryme e a Érika e a vocês que me acompanham todos os dias, obrigada.

O show foi insano de tão bom, o barulho, a adrenalina, tudo foi muito incrível, durou 1 hora e todos gostaram. Depois do show comemoramos bastante.

– A Aly, nossa rainha do pop – o Jerryme disse animado e me surpreendeu pois geralmente ele era sério.

Não faltou dança na comemoração ou bebidas e claro no dia seguinte acordei com uma ressaca daquelas.

– O teu rosto não está tão bom – a Érika disse quando me viu.

– Eu sei, eu acho que eu devia ser que nem você beber com moderação.

– Só agora percebeste? O avião está a nossa espera então vamos logo, estou ansiosa para chegar no Texas.

– Quem disse que vamos de avião privado?

– E como vamos fazer para chegar lá?

– De avião comercial!

– Nós nunca mais fomos disso.

– Você não tem saudades?

– Não – a Érika falou fazendo uma expressão de decepção.

– É primeira classe e vai ser divertido.

– Pelo menos né.

Eu me arrumei para não chamar a atenção e fomos para o aeroporto.

– Até breve Jerryme – falei abraçando o Jerryme.

– E quem disse que vocês vão sem mim?

– Você vem? – a Érika indagou surpresa.

– Sim, eu também preciso de férias, mas diferente da vossa a minha será de um mês e quero aproveitar.

– Então vamos, a mamãe vai ficar radiante ao te ver novamente. Mas eu só comprei duas passagens.

– Eu comprei a minha não se preocupa.

– Então vamos– a Érika falou animada.

O voo foi tranquilo e viajar de primeira classe foi tranquilo também, foram duas horas e 30 minutos que para mim foram dias. Chegamos no Texas, minha mãe Carolina, minha irmã mais nova Manon e o meu irmão mais velho Rui estavam me esperando com o papel grande azul escrito Aliana Aliança. O Rui me reconheceu, mesmo de moleton e calça larga de treino, eu corri para abraça-lo e ele também, eu praticamente pulei encima dele e foi bom.

– Aly que saudade pernas de alicate – ele falou me abraçando forte.

– Digo o mesmo pernas de cowboy.

Logo depois a Manon também veio me abraçar, minha mãe também veio chorando, fazia 10 meses que não nos víamos e para os quatro parecia uma eternidade.

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