74 dias com o meu maior fã.
74 dias com o meu maior fã.
Por: Alexandar Adão
Capítulo 1 – Vida.

Aliana Ramirez Aliança.

Todo mundo tem uma história, seja ela boa ou má, um passado para se orgulhar, um passado para se arrepender e uma história que ou não quer contar ou não pode. Isso faz você sentir-se presa em algo que nem devia te prender porque passou, é história, a tua história. O passado é algo que não dá para apagar assim como no presente, a única diferença é que no passado já está feito e no presente não está feito ainda.

– Aly é hora de entrar, o show está lotado – a Erika minha assistente falou animada.

– Tem quantas pessoas aí? – eu questionei.

– São 87.000 o limite que esse espaço suporta, lotou amiga – ela falou me abraçando e eu corresponde.

O show foi um máximo, durou 1 horas, os fãs estavam eufóricos, foi o meu show mais vazio devido ao espaço já que nem era para eu fazer um show no México e ocupamos esse espaço pela insistência dos fãs a última hora.

– O show foi incrível, agora só falta o show em Chicago e podes descansar – Jerryme, meu agente falou.

– Que bom porque eu estou muito cansada, essa pausa vai fazer muito bem pra mim.

– Amanhã vamos para Chicago – a Erika falou sorridente.

– É, vamos para Chicago.

– Eu esqueci de falar mas vás ter uma entrevista depois de amanhã – Jerryme falou e eu assente.

Dia seguinte.

– Aly alguém enviou essas flores para você ontem.

– Está bem Erika, é só deixar aí enquanto eu arrumo algumas coisas.

– Está bem, mas tem cartão, vermelho ainda por cima.

– Que flores são?

– São lírios amarelos – logo que a Erika falou um sorriso formou-se no meu rosto, deixei o que estava fazendo para ir sentir o aroma das flores.

– Essa pessoa conhece bem os teus gostos o que é estranho já que você não fala muito sobre ti.

– É, lírios amarelos significa prosperidade e vida longa.

– E qual você gosta mais?

– O que ele mandava todos os anos, os lírios vermelho.

– E o que significa?

– Amor intenso, desejo.

– Lê o cartão por favor.

– Está bem, está escrito espero que essa seja uma das várias turnes que você vai fazer, que a próxima não seja apenas na América, mas em todo o mundo porque você merece e por isso enviei essa cor de lírios, mas não esquece que eu ti amo minha All, do seu maior fã R.

– Eu adoraria saber quem é esse R, ele te envia essas flores desde que você começou, desde o teu primeiro show e sabe muito sobre você – a Erika falou e eu comecei a chorar – ei Aly, você está bem?

– Estou, acho que é emoção, é a minha primeira turnê e a Alltour está melhor do que eu esperava, estou emocionada.

– Que bom que tudo está a entrar nos trechos.

– Isso me dá medo, porque quando a esmola é demais o santo desconfia.

– Não vem com esse pessimismo não Aly.

– Está bem.

– Meninas por favor agelizem, o avião já está pronto e eu não sou fã do México.

– Está bem Jerryme – as duas falamos como se tivéssemos a entoar um hino.

Finalmente chegamos em Chicago, a minha última paragem, o meu último show da turnê e depois uma pausa.

– Eu nunca estive em Chicago antes, vamos explorar a cidade?

– O Jerryme vai nos matar Erika.

– Ele não está e eu nunca estive aqui antes.

– Eu também não, essa é a primeira vez que eu viajo assim, os únicos países que eu já estive é Colômbia, Texas e Nova Lorque.

– Sério! Pensei que já, pelo jeito que ficas como se já tivesses visto tudo antes.

– Acho que é porque eu quero umas férias, sem lá.

– Ham, mas vamos por favor.

– Está bem, vamos mas temos que voltar cedo senão o Jerryme vai surtar e com razão.

– Está bem. Mas precisas de um desfarce senão vão nos cercar por fãs.

– Nada que moleton e algumas outras coisas não resolvam.

Eu vesti um moleton vermelho, uma calça larga mesmo de treino verde e o meu andar não é nada bonito, eu tenho pernas de cowboy ou pernas de alicate então já podem imaginar que eu não parecia nada uma superstar.

Chicago é linda, visitamos um shopping muito bom e estavam a comercializar os ingressos para o meu show.  Depois fomos para o aquário, eu nunca fui em um aquário e é lindo, eu e a Erika falamos – Uau! – ao mesmo tempo; tiramos fotos e nos gravamos depois fomos embora.

– Onde vocês estavam?

– Desculpa a ideia foi minha Jerryme.

– Claro! Graças a Deus temos uma agenciada com a cabeça no lugar em detrimento da assistente.

– Não fala assim da Érika, ela fez com as melhores das intensos e nada aconteceu.

– Só não façam isso de novo eu estou velho demais para ficar a lidar com isso.

– Meu Deus Jerryme você tem 32 anos – a Érika falou rindo.

– Exatamente por isso, a Érika tem 26 anos e a Aly tem 23 estamos em fases diferentes das nossas vidas.

– Eu vou dormir – eu falei.

– Boa noite – eles falaram em seguida.

Quando cheguei até o meu quarto abri uma das minhas malas, tinha uma caixa, eu abri. Comecei a ver as fotos que estavam lá dentro, uma gota de lágrima escorreu pelo meu rosto quando vi uma das fotos.

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