POV Dante
A água escorria quente pelas minhas costas, mas nem o calor conseguia apagar o frio que vinha de dentro.
Fiquei ali, parado sob o chuveiro, sem saber há quanto tempo, com a cabeça encostada na parede de mármore e o gosto amargo de arrependimento preso na garganta.
As palavras da briga martelavam como ecos dentro do banheiro. O choro da Sofia. O olhar da Isa, aquele misto de mágoa e cansaço que me desarmava mais do que qualquer grito.
Porra, eu tinha perdido o controle. De novo.