POV Isadora
O táxi mal virou a esquina e eu já sabia o que me esperava. Um mar de câmeras, microfones, flashes disparando como tiros, vozes atravessadas gritando meu nome, perguntas afiadas como facas.
— Droga… — murmurei, levando a mão ao ventre, tentando respirar fundo. Minha filha se mexeu, como se percebesse o tumulto lá fora.
A entrada da Editora Vertigem, antes discreta, parecia agora palco de espetáculo. Carros de reportagem parados, repórteres amontoados, curiosos com celulares erguidos