Tudo por Você

Tudo por VocêPT

MS Mendes  Completo
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Resumen
Índice

Enzo e Cristine têm contas a acertar. Patinho feio na adolescência, Enzo foi humilhado, rejeitado por Cristine, que o tornou motivo chacota incontáveis vezes. Mas o destino se encarregou virar o jogo. Depois de doze anos afastado, Enzo retorna a São Valentim, sua cidade natal, milionário, lindo e com sede vingança. Tudo que ele quer é magoar a única garota que amou, mas que passou a odiar com todas as forças. O que ele não esperava era que Cristine também tivesse mudado tanto. Depois de apanhar muito da vida, ela precisou lutar para sobreviver e tornou-se uma mulher completamente diferente da menina mimada e fútil que um dia ele conheceu. E ela está disposta a não deixar que Enzo a magoe, o que parecem ser seus planos. Contudo, um grave problema familiar a joga nos braços dele, que tem uma proposta: ele concorda em ajudá-la, caso ela seja sua por quinze dias. Quinze dias nos quais ela teria que deixar tudo para trás e simplesmente se entregar, deixando que ele conduzisse cada momento. Sem saída, Cristine aceita, embora saiba que o preço a pagar será muito mais alto do que o proposto. Será o seu coração.

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33 chapters
Capítulo 1
Enzo Andrade cresceu ouvindo que a vingança era um prato para se comer frio. E, como um bom aprendiz, prestou atenção e assimilou cada palavra, guardando-as como um mantra. Ele sabia que chegaria sua hora de dar o troco.            Então, esperou pacientemente, calculando cada passo, arquitetando cada etapa como um experiente estrategista. Não tinha pressa, porque sabia exatamente o que aconteceria: o destino se encarregaria de resolver as coisas e  lhe dar a oportunidade certa para colocar tudo em pratos limpos.            E, depois de muita espera e perseverança, o dia tinha chegado. Ensolarado, quente e belo; um dia perfeito para se colocar um plano em prática. Um plano igualmente perfeito.            Já estava dirigindo há dua
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Capítulo 2
Ela sentia as costas doerem e o estômago reclamar de fome. O que  mais a incomodava, ela não saberia dizer. Havia o calor também... Desde quando São Valentim tinha se tornado uma das províncias do inferno?            Tocou a campainha da casa onde almoçava diariamente às quatro da tarde. Almoço? Aquilo estava mais para uma janta, por isso, esperava que fosse logo atendida, até porque, sentia sede também.            Aquela cadelinha feia veio correndo em sua direção. Por mais que estivesse com pressa, afinal, ainda tinha bastante trabalho pela frente, não resistia a lhe dar atenção. Dificilmente era tão bem recebida daquela forma em algum lugar. Especialmente em sua própria casa.         
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Capítulo 3
Cristine sabia que era bonita. Por mais que já não se arrumasse tanto quanto antes, e por mais que já não usasse seus atributos físicos para conquistar as coisas que queria e nem para magoar as pessoas, tinha noção de que ainda provocava olhares libidinosos por onde passava. Porém, não esperava deixar um homem sem fala daquele jeito, estando toda suja, descabelada e sem maquiagem. Tudo bem que havia toda a questão do fetiche por ela ser mecânica, mas acreditava que aquele ali estava exagerando um pouco.            Ainda mais por se tratar de um homem devastadoramente bonito. E olha que andava cansada demais para prestar atenção nessas coisas.            Do alto de seus prováveis um metro e oitenta — pelo que ela podia calcular, já que deveria haver um
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Capítulo 4
Foi como se um furacão de proporções catastróficas o tivesse atingido. Enzo sabia que ainda não estava pronto para se encontrar com Cristine, mas não fazia a menor ideia que talvez não estivesse pronto nunca. Não para aquela mulher que surgiu na sua frente, completamente diferente da que um dia conhecera.            A aparência não tinha mudado muito, embora, é claro, não contasse em encontrá-la toda suja de graxa, trabalhando duro na oficina mecânica de seu pai. Era como se o mundo tivesse girado de ponta cabeça.            O convite para levá-la para sair surgiu de forma totalmente repentina, como um pequeno momento de fraqueza. O que era extremamente compreensível, afinal, a mulher era uma beldade, porém, depois que ela se afastou par
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Capítulo 5
A vida era uma boa de uma filha da puta. Podia jurar que se havia alguém que ela fazia questão de foder todos os dias, esse alguém era Cristine.            Paulo correu o máximo que pôde, chegando a avançar alguns sinais vermelhos, e em poucos minutos chegaram em sua casa.            Assim que ele estacionou em frente ao gramado mal cuidado, ela abriu a porta do veículo, com ele praticamente em movimento, e saltou, sem querer perder tempo. Não demorou muito para ouvir Paulo saltando também e aproximando-se, enquanto ela buscava as chaves dentro da bolsa.            — Você não precisa entrar comigo — falou, quase choramingando.            — E vo
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Capítulo 6
Todo o seu corpo doía na manhã seguinte. Mas isso não podia ser motivo para não ir trabalhar. Tinha muitas coisas a fazer e não podia deixar a oficina fechada.            Acordara de madrugada, às três da manhã, caída no chão da sala, quase sem conseguir se mexer. Por sorte sabia que Igor não tinha lhe quebrado uma costela ou teria que ir ao hospital. Já havia acontecido uma vez, então ela sabia muito bem como era a dor.            Um hematoma enorme na cintura e outro no rosto foi o que lhe restou como lembrança. Ao menos serviria para que aprendesse a nunca mais se meter com alguém bem maior e mais forte do que ela.            Estava trabalhando em um carro, com o capô aberto e verifican
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Capítulo 7
Aquela porra de pensamento iria martelar em sua cabeça por um bom tempo. A imagem dos machucados de Cristine também ainda estava vívida em sua mente. E isso era uma merda. O que realmente precisava era odiá-la e não preocupar-se com seu bem estar. Deveria pensar que era providência divina, que ela merecia tudo aquilo, mas não era assim tão cruel ou covarde.            Mas era curioso. Ou talvez essa não fosse a palavra certa. Talvez estivesse extremamente intrigado.            Então, levando em consideração o que Marcela tinha dito sobre a lealdade da cidade para com Cristine, Enzo foi procurar a única pessoa que ficaria ao seu lado. Ao menos ele pensava que sim, embora não pudesse colocar mais a mão no fogo depois de uma recepção tão h
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Capítulo 8
O dia tinha sido pesado. Não que tivesse sido muito diferente de qualquer um outro, mas talvez estivesse mais cansada. As costas doíam, os machucados também, e sua cabeça parecia prestes a explodir. Contudo, a última coisa que queria era ir para casa. Nem mesmo a promessa de um colchão macio e quentinho, além de um banho bem mais relaxante do que o que tinha acabado de tomar no quartinho da oficina pareciam capazes de mudar sua opinião.            Felizmente tinha uma ótima amiga, que sabia exatamente quando ela precisava de apoio e a chamava para tomar uma cerveja gelada depois do expediente.            Claro que os acontecimentos do dia anterior a tinham deixado preocupada, pois com certeza haveria uma retaliação, mas tomara algumas providências para dificultar a vida de Igor
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Capítulo 9
Viver era doloroso. Cristine sabia muito bem disso. Era uma dor diária, emocional, que parecia ferver suas entranhas quando tentava vislumbrar um futuro para aquela sua existência medíocre permeada por pesadelos reais  e sonhos cada vez mais distantes.            Mas quando a for se manifestava como algo físico também, ela sentia que chegava ao limite.            Já tinha sentido dor muitas vezes, mas nada se comparava àquilo.‘           Era como se houvessem cacos de vidro penetrando cada um de seus órgãos, como se pequenas labaredas de fogo queimassem pontos específicos  de sua pele. A primeira vez que tentou se movimentar foi suficiente para fazê-la ter vontade de gritar, mas se controlou. Não sabia exa
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Capítulo 10
Enzo costumava se considerar um cara pacífico. Poucas coisas na vida eram capazes de lhe tirar do sério. Uma delas, com certeza, era a injustiça, como tinha falado para Cristine algumas horas antes.            Passara o resto da madrugada inteira observando-a, apenas pensando que tinha chegado naquela cidade com o coração coberto pelo gosto amargo da vingança, e não fazia ideia de como tinha chegado naquele estágio de bater à porta da casa de um bandido para negociar pela vida do pai da mulher que ele jurara odiar por toda uma existência.            Sim, a vida dava voltas. Era fodidamente imprevisível.            O bandido em questão era conhecido como “O Patrão”. Era o chefe do tráfico em
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