Mundo ficciónIniciar sesiónLara é uma jovem estudante de odontologia. Sempre alegre, decidida, forte e batalhadora, a mulher vive divertida entre namorado relâmpagos e a busca pelo amor verdadeiro. Uma noite de diversão, ao lado da melhor amiga, Lara conhece Matheson um pai de divorciado, que não mede esforço para ver os pequeno garoto de seis anos feliz. Além da amizade com a ex mulher, Matheson vivi um caso com Simone, mas a relação gira em torno de sexo sem compromisso e nenhum sentimentalismo da parte dele. Assim que os olhos de homem pousaram sobre a bela loira de olhos azuis seu coração passou a bater mais forte no peito e seus pensamentos foram invadidos por uma vontade Insana de te-la em seus braços. Apesar das inúmero da tentativa de Lara em afastá-lo Matheson não irá desistir tão fácil quem vencerá essa briga de egos? Será que o amor é tão forte quanto desejo que sentem sentem em estarem juntos Matheson e Lara uma história de amor, carregada de erotismo e sensualidade, que promete mexer com seu imaginário.
Leer másLara
Meu nome é Lara e aprendi cedo: reclamar não paga as contas e muito menos cura ressaca. Enquanto meio mundo prefere chorar pelos cantos, eu prefiro dançar. Literalmente. O mundo já é pesado demais; se eu não fizer da minha vida uma festa, quem vai fazer? Entre um drama e outro, eu escolho o salto agulha de quinze centímetros e a pista de dança. A verdade nua e crua? A gente nunca sabe quando será o último gole, o último beijo ou o último pôr do sol. Por isso, eu vivo. Sem medo. Sem freios. E, principalmente, sem pedir desculpas por ocupar espaço. Mas não se engane, nem tudo em mim é purpurina e batom vermelho. Minha família é mestre em me tirar do sério. É uma sucessão de cobranças, críticas veladas e um roteiro pronto de "boa moça" que eu me recuso a assinar. E é exatamente por isso que hoje vou me jogar sem culpa. Hoje à noite, o destino é a Blackout, a nova boate da cidade que todo mundo está comentando. Dizem que o som é tão alto que faz o coração mudar o ritmo e que as luzes são capazes de apagar qualquer lembrança ruim. É exatamente do que eu preciso. Eram seis da tarde quando entrei em casa, jogando as chaves sobre o aparador de mogno que minha mãe polia obsessivamente todos os dias. O cheiro de desinfetante de lavanda e assado de domingo — que ela insistia em fazer mesmo sendo uma terça-feira — me atingiu como um soco. — Lara, é você? — a voz da minha mãe veio da cozinha, carregada daquela expectativa passivo-agressiva que só ela domina. — Sou eu, mãe. Estou subindo para tomar banho. Vou sair. Ela apareceu no corredor, secando as mãos no avental impecável. Meus pais estão casados há mais de trinta anos. Um milagre moderno ou uma teimosia patológica, eu ainda não decidi. Meu pai, um homem calado e paciente, aguentava as eternas reclamações dela como um monge zen em meditação profunda. — Sair de novo? No meio da semana? — Ela cruzou os braços, os olhos avaliando minha roupa de trabalho como se procurasse uma mancha na minha reputação. — Você vai acabar sozinha, Lara! Sua irmã, a Leila, está certa. Arrumou um bom partido, um homem que pode dar a ela um futuro, estabilidade, uma família de verdade. Respirei fundo, sentindo o nó na garganta. — Futuro, mãe? Desde quando um homem é sinônimo de futuro? Eu sou meu próprio futuro. — Não seja insolente. Você sabe do que estou falando. A Leila tem um diamante no dedo e uma casa em condomínio fechado. E você? Tem o quê? Ressacas e sapatos que custam o dobro do que você ganha no estágio? — Eu tenho a minha liberdade — retruquei, subindo o primeiro degrau da escada. — Eu não quero viver a vida da Leila, mãe. Não quero ser uma boneca na estante de um homem rico, sorrindo para fotos de I*******m enquanto chora escondida no closet porque o marido não a toca mais. Se for para casar, que seja por um amor que me faça perder o juízo, não por um saldo bancário. — Você vai passar da idade... depois vai ser tarde demais. Os homens não procuram mulheres com a língua tão afiada quanto a sua quando querem algo sério. Parei e olhei para ela. — Então que não me procurem. Eu não sou um produto com data de validade, dona Márcia. Se eu ficar solteira curtindo a minha vida, que assim seja. Eu sou livre. Entenda isso de uma vez. Bati a porta do quarto, mas ainda pude ouvir o suspiro dramático dela lá embaixo. Ela não entendia. Para ela, o amor era uma transação comercial segura. Para mim, era fogo ou nada. Liguei o chuveiro no máximo, deixando a água quente relaxar meus ombros tensos. Enquanto o vapor subia, meus pensamentos voaram para Hadiya. Minha melhor amiga. Minha irmã de alma. Hadiya era meu oposto em tudo. Ela tinha uma doçura que o mundo tentava esmagar, mas que ela insistia em manter. Ela acreditava em destino, em almas gêmeas e em fios vermelhos que conectam as pessoas através do tempo. Eu? Eu acreditava em dopamina e testosterona. No aqui e no agora. Às vezes, eu me sentia culpada por ter sido a voz no ouvido dela, incentivando-a a "viver um pouco". Lembro-me perfeitamente da tarde em que fomos para a praia e ela confessou que ainda era virgem, aos vinte e dois anos. — Hadiya, você precisa perder logo essa virgindade. Está esperando o quê? O casamento? O príncipe montado no cavalo branco que vai te resgatar de uma torre que nem existe? — eu disse, rindo enquanto passava bronzeador. Ela me olhou com aqueles olhos grandes e melancólicos, sempre parecendo ver algo além do horizonte. — Eu queria que fosse especial, Lara. Queria que fosse com ele. "Ele". O tal amigo de infância que sumiu sem deixar rastros, deixando apenas uma promessa vazia e um buraco no peito de uma menina romântica. — Ele foi embora, Hadya. Faz anos. Ninguém merece congelar a vida por um fantasma do passado. O cara não está aqui, mas o seu corpo está. Sinta-se viva! Ela acabou me ouvindo. Teve uma noite com um cara qualquer da faculdade. Se arrependeu? Talvez. Ela nunca me culpou, mas o brilho nos olhos dela pareceu ficar um pouco mais opaco depois daquela noite. E isso me assombrava. Eu queria vê-la feliz, mas talvez a minha felicidade fosse barulhenta demais para o silêncio que ela carregava no coração.Foi bom demais a nossa sexos no closet! Nunca havia transado com uma mulher no meu closet. Mas ela estava lá. Linda. Nua. Provocantes até nos mínimos detalhes. Não me aguentei. Transamos gostoso. Com direito a gemidos abafados e muita pressa. Ela é linda. Gostosa. E, por uma burrice inteiramente minha, agora está furiosa comigo. Fui grosso com o meu amor. Eu juro que não queria ter sido. O sangue subiu na hora errada. Terminei de me vestir às pressas. Precisava buscar meu filho para irmos à festa da Sam. Quando a minha ficha finalmente caiu, voltei correndo. Teria pedido perdão de joelhos se fosse preciso. Tudo para acalmar a minha linda. Mas ela não estava mais lá. O apartamento parecia vazio demais. Fiquei mal de verdade. Um aperto no peito que eu não conhecia. Ela precisa me desculpar! Eu a amo. Não me importa se estamos juntos há pouco tempo. A gente se encaixa na cama e fora dela. O nosso corpo dá certo e pronto. Minha branquinha! Só minha! Será que
Lara Eu não ia me despedir. Não ia dar a ele o prazer de me ver chorar. Chamei um carro e fui direto para o shopping. Eu me sentia a pior amiga do mundo por estar atrasada, mas meu coração estava mais pesado pelo que tinha acabado de acontecer. Entrei em uma loja, comprei um vestido novo, vibrante, para tentar disfarçar a palidez do meu rosto, e escolhi um presente maravilhoso para a Sam. Durante o trajeto de táxi até a casa dos Martinez, as lágrimas que eu segurei finalmente caíram. Eu nunca estive tão feliz e, em um piscar de olhos, fui tratada com uma frieza que me gelou a espinha. Enxaguei o rosto, retoquei a maquiagem e coloquei minha melhor máscara de felicidade. Ninguém perceberia. Quando cheguei à festa, o som de crianças brincando e o cheiro de churrasco preenchiam o ar. E lá estava ele. Matheson já havia chegado. Ele devia ter voado para chegar antes de mim. As crianças estavam na piscina, uma algazarra deliciosa. Eu o ignorei solenemente e fui direto abraçar Hadiya. —
Lara Demoramos um bom tempo para que nossos batimentos cardíacos voltassem ao normal. O closet de Matheson, que antes parecia um templo de organização, agora era o cenário de um crime passional — roupas levemente desalinhadas e o cheiro da nossa entrega pairando no ar. Eu o olhei, sentindo minhas pernas ainda um pouco trêmulas, e soltei um risinho cansado. — Sabe, você vai acabar me matando de fome — brinquei, ajeitando uma mecha de cabelo que insistia em cair no olho. — É sério! Eu já estou acostumada a tomar café tarde, mas desse jeito eu vou desmaiar nos seus braços. Matheson soltou uma daquelas risadas graves que vibravam no peito. Ele me olhou com uma adoração que quase me fez esquecer que meu estômago reclamava. — Desculpe, minha linda! É que você é gostosa demais e eu simplesmente perdi a linha quando te vi nua e iluminada naquele closet. Agora vamos... Prometo que vamos comer. E que tal um jantar especial mais tarde? Quero te levar a um lugar que combine com a sua beleza.
Capítulo 16 Lara Meu Deus, que homem é esse? Se alguém me dissesse, há alguns meses, que eu estaria perdendo a noção do tempo e do espaço nos braços de Matheson, eu provavelmente riria na cara da pessoa. Mas agora, deitada nesses lençóis de fios egípcios que ainda cheiram ao nosso suor e ao perfume amadeirado dele, eu só conseguia processar uma coisa: exaustão. Porém, é o melhor tipo de exaustão que já experimentei na vida. É aquela fadiga que vem com a alma lavada e o corpo devidamente reconhecido. Ele é um amor. Por trás daquela pose de dono de boate, de homem implacável e sombrio, existe uma doçura que me pegou desprevenida. Se eu soubesse que sob aquela armadura de músculos e mistério batia um coração tão atencioso, eu teria abaixado minha guarda e as minhas defesas há muito tempo. Dormi feito um anjo, protegida pelo calor do seu abraço, e acordei com a visão de um "Negão" de tirar o chapéu. O sol entrava por entre as frestas da cortina black-out, iluminando a pele escura de





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