Capítulo 5

Matheson

O sumiço do Kevin estava começando a me dar coceira. Aquele cara é meu irmão, mas quando decide se enfiar em um buraco, nem rastreador encontra. Tentei não pirar. Foquei na minha necessidade mais imediata: o fogo que aquela loira acendeu e que agora eu precisava apagar em outro corpo.

Peguei o celular e liguei para a Simone. Ela atendeu no segundo toque, com aquela voz que já entrega o que ela quer.

— Daqui a pouco estarei aí, gato... — ela disse, e eu podia ouvir o sorriso malicioso do outro lado. — Quero que você meta bem forte esse seu pau gostoso no meu cuzinho. Estou doida para sentir você me rasgando inteira...

Puta merda. Eu amo uma mulher que não tem frescura, que sabe o que quer e fala sem filtros. Simone é o meu porto seguro do prazer.

Enquanto ela não chegava, tomei uma dose generosa de uísque puro. Eu precisava relaxar. O interfone tocou e eu liberei a entrada. Quando abri a porta, ela estava lá, vestindo apenas um sobretudo preto que não escondia absolutamente nada do que vinha por baixo.

— Oi, gato. — Ela abriu o casaco, revelando o corpo nu e perfeito. — Que bom que você ligou. Eu estava me masturbando e pensando nesse seu pau grande e grosso que eu gosto tanto.

Eu não perdi tempo. Fechei a porta, prensei o corpo dela contra a madeira e a beijei com uma fome que me surpreendeu. Mas, enquanto a Simone se abaixava e abocanhava meu pau, me fazendo rosnar de prazer, minha mente cometeu uma traição.

Eu estava ali, recebendo um boquete de cinema de uma mulher maravilhosa, e o que eu via? O rosto da "Branquinha" da boate. O jeito que ela rebolava. A pele clara contrastando com a minha. Porra, Matheson, foca no agora!

Simone me chupou com vontade, sugando até a última gota da minha porra. Depois, a joguei na cama. Chupei seus seios, mordi seus mamilos e desci minha boca para o que realmente importava. Usei minha língua como uma arma, explorando cada milímetro dela. Quando entrei nela, vestindo a camisinha, o sexo foi selvagem. Sem cobranças, apenas prazer bruto.

— Grita para mim! — ordenei, batendo forte, sentindo o aperto daquela bucetinha safada.

Fodemos até a exaustão. Teve segunda rodada, dessa vez explorando o cuzinho dela, do jeito que ela pediu, até nos entregarmos ao prazer total. Simone foi embora de madrugada, recusando meu convite para dormir. Ela tinha um show para fazer, e eu entendi. Amizade colorida é isso: cada um no seu quadrado, mas com o corpo saciado.

Acordei tarde no domingo, sentindo o corpo leve, mas a mente ainda inquieta. Kevin continuava sem dar sinal de vida. Comecei a me preocupar com a Sam, aquela pirralha incrível que eu amo como se fosse minha. Samantha tem Síndrome de Down, mas é mais esperta que metade dos adultos que conheço. E a mãe dela? Magda... só de pensar naquela mulher meu sangue azeda. Maldita do inferno. Ela me olha como se eu fosse um pedaço de carne, mas o que me faz odiá-la de verdade é o jeito que ela despreza a própria filha.

Às sete da noite, fui para a boate. A Blackout estava pulsando. O público estava em êxtase, e a energia era contagiante. Eu circulava pelo salão, checando se tudo estava em ordem, quando meus olhos captaram aquele brilho familiar.

Lá estava ela. A Branquinha.

Ela rebolava na pista, alheia ao mundo, toda solta e gostosa demais naquele vestido que parecia uma segunda pele. Desci do mezanino, caminhando em sua direção. Eu queria vê-la de perto. Queria sentir o cheiro dela.

Ela veio distraída na minha direção e — *bum* — esbarrou no meu peito. Sem nem olhar para cima, disparou:

— Olha por onde anda, seu idiota!

Eu parei, chocado com a audácia. Quando ela finalmente levantou os olhos e me viu, ficou estática por um segundo. Mas não pediu desculpas. Nem um "foi mal".

— Olha aqui... foi você quem esbarrou em mim, me ouviu, sua chata? — retruquei, sentindo a irritação subir. — Não olha por onde anda e já sai xingando as pessoas? Tem que ter modos!

Ela me deu um olhar mortal, daqueles que queimam.

— Olha só, seu nojento, vai se lascar para lá! Foi você que estava no meu caminho, agora me dá licença.

Ela saiu batendo o pé, me deixando ali, bufando de ódio. Que mulher abusada! A simpatia que eu sentia por ela evaporou na hora, substituída por um desejo de domar aquela língua afiada. Ela ia me pagar.

Fiquei de guarda perto do banheiro. Eu sabia que ela passaria por ali. Quando a porta se abriu e ela saiu, eu não dei chance de defesa. Grudei meu corpo ao dela, prendi suas mãos e esmaguei sua boca na minha em um beijo cheio de possessividade e desejo.

Ela resistiu no início, tentou me empurrar, mas logo senti a entrega. A língua dela encontrou a minha, e o beijo que começou como um castigo virou um incêndio. Meu pau latejou instantaneamente dentro da calça. O gosto dela era melhor do que eu imaginei.

Ela me empurrou com força e saiu correndo, o rosto corado e a respiração ofegante. Eu sorri, limpando os lábios. Eu vou ter essa mulher. Vou foder essa loira até vê-la mole nos meus braços, completamente rendida ao prazer que só eu posso dar.

Mais tarde, consegui finalmente falar com o Kevin.

— Porra, Kevin! Onde você se meteu, cara? Você sumiu da boate! — explodi assim que ele atendeu.

— Não se preocupe, meu amigo. Está tudo tranquilo. Desculpe o sumiço, depois conversamos com calma.

— A boate está bombando, cara. O público amou o lugar.

— Nossa boate, Matheson. Obrigado por cuidar de tudo. Se não fosse você, eu estaria perdido.

— Cara, você está parecendo uma mulherzinha sentimental, sabia? — brinquei, rindo para aliviar a tensão.

— Seu mané! Vai procurar uma namorada, você está precisando — ele rebateu, rindo também.

Desligamos, e eu fiquei olhando para o nada. Namorada? Talvez eu tenha encontrado algo muito mais interessante. Aquela loira alta, brava e deliciosa não saía da minha cabeça. Eu precisava saber quem ela era, onde morava, como domar aquela fera.

Aquele cara que estava com ela na outra noite não apareceu hoje. Se for namorado, é um babaca por deixá-la sozinha. Se não for, o caminho está livre para mim. Eu vou tirar toda aquela braveza dela na cama.

A Branquinha está me deixando louco, e eu não costumo ficar louco por ninguém. Ela que se prepare, porque Matheson não aceita "não" como resposta.

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