Dominic A Sala do Conselho Real parecia um tribunal de sombras. As paredes de pedra escura, adornadas pelas tapeçarias seculares da linhagem Rossini, absorviam a luz fraca das lustres de cristal. Sentados ao redor da imensa mesa de carvalho polido, os cinco anciãos de Valência encaravam-me com a severidade de quem julgava não apenas o meu governo, mas a integridade do meu sangue. A minha mãe, Eleonora, ocupava a cadeira à minha direita em um silêncio cortante e solene, mantendo os olhos cinzentos fixos na mesa, sem me conceder um único olhar de apoio. — As notícias do banimento de Lorde Arthur Davenport e de sua esposa vazaram com a velocidade de um incêndio, Supremo — começou o Ancião Valerius, a voz gasta e áspera ecoando pelo recinto. — Estamos falando do patriarca de uma das famílias mais antigas e respeitadas do nosso território. Exigimos uma explicação clara sobre o motivo de tal medida às vésperas de uma união real. Ajustei a minha postura na cabeceira da mesa, apoiando os
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