Maya Passei a noite em um dos aposentos conjugados aos da Matriarca Eleonora.Pela primeira vez em toda a minha vida, deitei-me em uma cama macia, envolta por lençóis limpos e aquecida por uma lareira que estalava baixinho no canto do quarto. Contudo, o conforto parecia um sonho irreal do qual eu temia acordar a qualquer segundo. Ao amanhecer, Eleonora providenciou para que uma das servas da ala alta me trouxesse um vestido simples, porém elegante, em tom azul-escuro, adequado para a posição de dama de companhia. Quando ajustei o tecido nobre sobre o corpo e espelhei-me no vidro do toucador, mal reconheci a jovem de olhar assustado que habitava aquela silhueta. A calmaria, no entanto, durou apenas até o meio da manhã. A notícia de que a criada fora retirada do subsolo e nomeada para o serviço pessoal da Matriarca espalhou-se pela Mansão Rossini como fogueira em palha seca. Eu estava no pequeno salão de chá da ala nobre, organizando alguns pergaminhos de leitura para Eleonora, quan
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