Havia uma habilidade específica que Marjory havia desenvolvido ao longo de três anos de faculdade, a de parecer atenta sem estar completamente presente. Era uma questão de postura: corpo levemente inclinado para frente, caneta na mão, olhos na direção certa. Professores liam isso como engajamento. Colegas liam como diligência. Ninguém precisava saber que a cabeça podia estar em outro lugar inteiramente. Nunca havia precisado dessa habilidade tanto quanto agora. Ciarán Doyle falava sobre o programa do semestre com a fluência de alguém que havia feito aquilo antes, não de forma mecânica, mas com a segurança de quem conhece o material bem o suficiente para não depender de roteiro. Falou sobre os autores que cobririam, sobre a metodologia de avaliação, sobre a expectativa de participação em sala. A voz era a mesma de sexta-feira, aquela qualidade entre serena e fechada, mas o registro era completamente diferente, era uma voz profissional, calibrada para o espaço, sem nenhuma das inflexõ
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