A porta de jacarandá bateu com um clique seco, ecoando no silêncio que se instalou no meu escritório. O perfume dela — aquela mistura sutil de baunilha com o cheiro da própria pele — ainda flutuava no ar, agindo como um combustível maldito para o calor que continuava concentrado na minha calça.Soltei o ar que nem percebi que prendia e me joguei de volta na cadeira de couro. Meu membro continuava rígido, pulsando contra o tecido apertado, uma reação física ridícula e violenta que eu não conseguia domar. Passei as mãos pelo rosto, sentindo a aspereza da barba por fazer. Aquela garota baixa, com seus óculos de grau e sua postura defensiva, tinha acabado de me dar um não na cara sem piscar. E, de alguma forma p0rra, aquilo só fez o meu sangue correr ainda mais rápido. A audácia dela, o fogo nos olhos castanhos quando me acusou de tentar comprar sua dignidade, mexeram com cada fibra do meu corpo.Apertei o botão do interfone na mesa.— Katherine, não me passe ligação nenhuma pelas próxima
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