— Vou correr o risco, Edu. Apenas faça — respondi, sentindo o sangue ferver nas minhas veias. — Eu prefiro queimar a p0rra da empresa inteira a deixar o Richard tomar conta do que é meu.
Eduardo me encarou por alguns segundos, medindo a gravidade das minhas palavras, mas apenas assentiu e saiu da sala com suas anotações. As horas seguintes foram um teste de paciência. Tentei me concentrar nos relatórios financeiros da Construtora Vance, repassei orçamentos de obras atrasadas no Brooklyn, mas a conversa de sábado com meus pais continuava martelando na minha cabeça. Manhattan brilhava do lado de fora da janela, mas a pressão dentro do meu peito só aumentava à medida que o relógio avançava.
Perto das duas da tarde, juntei meus papéis e fui para a sala de conferências principal. Era uma reunião de alinhamento com o diretor administrativo e alguns gerentes de projeto. Eduardo já estava lá, sentado ao meio da longa mesa de vidro. Cumprimentei os presentes e assumi meu lugar na cabeceira.
Foi quando desviei o olhar para o canto esquerdo da sala e a notei.
Ela estava sentada em uma mesa pequena de apoio, com o notebook aberto, os dedos digitando rapidamente. O cabelo castanho estava preso em um rabo de cavalo alto, deixando exposta a linha branca do seu pescoço, onde notei algumas pequenas pintas escuras, além de outra bem charmosa no canto da boca. Ela usava uma blusa preta de gola alta bem ajustada, revelando seios pequenos, e uma calça de alfaiataria que marcava uma bunda grande e curvilínea que contrastava totalmente com a sua estatura baixa. Nos pés, um sapato de salto bem baixo. Ela usava óculos de armação fina e parecia totalmente imersa no trabalho.
O impacto visual foi imediato e violento. Senti meu sangue descer direto, concentrando-se na minha calça de tecido caro. Meu membro reagiu instantaneamente, pulsando e ficando completamente duro contra o tecido do terno. Ajustei-me na cadeira de couro, tentando disfarçar o volume repentino e incômodo, mas a ereçã0 era forte, daquelas que doíam.
A reunião começou. O diretor administrativo falava sobre custos operacionais e contratação de pessoal, mas eu não conseguia registrar uma única palavra. Minha mente foi sequestrada por aquela mulher no canto da sala. A p0rra da ereçã0 simplesmente não passava. Eu olhava para os traços dela, para a firmeza dos seios pequenos sob a gola alta, e meu corpo queimava. Como p0rra aquela garota tinha tanto poder sobre mim sem nem ao menos falar comigo ou me tocar? Senti-me um adolescente patético, cheio de hormônios flutuando, completamente desestabilizado por uma desconhecida.
Quando o diretor finalmente encerrou a apresentação, quase uma hora depois, os executivos recolheram suas pastas e começaram a sair. Ela fechou o notebook com agilidade, colocou-o debaixo do braço e saiu logo em seguida, com passos rápidos e discretos.
Esperei a porta se fechar completamente, restando apenas eu e Eduardo na sala. Eu continuava duro, uma ereçã0 teimosa que parecia insistir em me lembrar do efeito que ela causara.
— Quem é ela? — perguntei, a voz saindo mais rouca do que eu planejava.
Eduardo ergueu os olhos do tablet, confuso.
— Quem, Ethan?
— Aquela baixa, Eduardo — respondi, levantando-me com cuidado para esconder o volume na calça e caminhando até a mesa de apoio onde ela estava.
— Ah, é a Alice. Ela é secretária do diretor administrativo. Entrou há pouco tempo.
Olhei para o espaço vazio onde ela estivera sentado, sentindo uma certeza absoluta tomar conta de mim.
— É ela... ela é perfeita.
Eduardo parou o que estava fazendo e me encarou com os olhos arregalados, a expressão mudando de confusão para puro espanto.
— O quê? Ficou maluco, é? Por que ela? Você se interessou por ela, Ethan, e isso é perigoso para você. Eu percebi a forma como você não parou de olhá-la durante a reunião inteira. Colocar uma mulher assim com você é a mesma coisa que colocar gasolina perto do fogo, e isso vai dar uma merd@ terrível. Pensar com a cabeça de baixo nunca dá certo, cara. Esquece isso.
— Não estou pensando com a cabeça de baixo, Eduardo — menti, ignorando o aperto incômodo no meu pau. — Ela é perfeita justamente por estar fora do circuito. Ninguém na minha família a conhece. Ela trabalha aqui, o perfil é discreto. Quero todo o histórico dela e o contrato já pronto na minha mesa em trinta minutos. Anda.
Eduardo praguejou baixinho, mas recolheu suas coisas e saiu para cumprir a ordem.
Voltei para o meu escritório e esperei. Vinte minutos depois, Eduardo entrou e jogou uma pasta de couro preta e um calhamaço de papéis na minha mesa.
— Aqui está o contrato blindado com as cláusulas que você pediu. E aqui está o histórico da Alice. Como eu disse, ela é limpa. Família simples, sem grandes dívidas, apenas o financiamento estudantil normal que ela vem pagando em dia com o salário de secretária. Nada de escândalos, nada de luxos. Uma garota comum. Tem certeza de que quer seguir com isso?
— Absoluta. Mande a minha secretária chamá-la aqui agora.
Eduardo apenas balançou a cabeça e se retirou. Cinco minutos depois, duas batidas curtas soaram na porta de jacarandá. Mandei entrar.
Alice passou pela porta com uma prancheta nas mãos. Ao me ver, ela parou por um segundo, ajeitando os óculos com o dedo indicador. Minhas pupilas dilataram. Frente a frente com ela, meu corpo reagiu novamente, o calor subindo pelo meu pescoço, o coração batendo mais forte contra as costelas. Ela exalava um perfume suave, algo como baunilha e pele limpa, que me deixou ainda mais tenso.
— Senhor Vance? Me disseram que o senhor queria falar comigo — disse ela, a voz firme, embora seus olhos castanhos demonstrassem uma curiosidade natural.
— Sim, Alice. Por favor, sente-se — apontei para a poltrona diante da minha mesa.
Ela caminhou com passos medidos, sentando-se e cruzando as pernas de forma elegante. O movimento fez com que a calça de alfaiataria se ajustasse ainda mais às suas curvas, testando meu autocontrole.
— Fui direto ao ponto com você, Alice, porque meu tempo é escasso — comecei, apoiando os antebraços na mesa e fixando meus olhos nos dela. — Eu tenho uma proposta de negócios para você. Preciso de uma esposa pelos próximos dois anos. Um casamento puramente contratual, sem envolvimento físico, sem romance real. Em troca, estou disposto a pagar dois milhões de dólares, além de quitar qualquer pendência financeira que você tenha, incluindo seu financiamento estudantil. Ao final do prazo, nos divorciamos amigavelmente e você segue sua vida rica e com as portas abertas em qualquer empresa de Nova York.
Alice piscou duas vezes, estática. O silêncio reinou na sala enquanto ela processava as palavras. Lentamente, a expressão dela mudou de surpresa para uma indignação fria. Ela se inclinou para a frente, as pintas do pescoço subindo junto com a tensão da sua mandíbula.
— É alguma piada, senhor? — a voz dela saiu cortante, os olhos castanhos faiscando por trás das lentes. — Eu não sou acompanhante de luxo nem garota de programa para me vender assim. Nada contra quem faz, cada um sabe da sua vida, mas não é o meu caso. Eu não me vendo por dinheiro. Se o senhor me chamou aqui achando que o seu sobrenome ou a sua conta bancária compram a dignidade das funcionárias da sua empresa, o senhor está muito enganado.
Eu continuei encarando-a, mantendo a postura imperturbável, embora o fogo dentro de mim estivesse apenas aumentando com a audácia dela.
— Eu não a ofendi, Alice, e não estou sugerindo nada parecido com o que você mencionou — respondi, mantendo a voz baixa e controlada. — Isso é um acordo jurídico de benefício mútuo. Eu preciso resolver um problema de sucessão corporativa e você tem a chance de nunca mais se preocupar com contas pelo resto da sua vida. Leia os termos antes de recusar.
— Não preciso ler termo nenhum — ela disse, levantando-se da poltrona, a postura ereta e os seios pequenos subindo e descendo com a respiração acelerada. — Meu caráter não tem preço, senhor Vance. Com licença.
Ela deu as costas e caminhou em direção à porta. Fiquei observando o movimento daquela bunda imensa sob o tecido escuro da calça, sentindo que aquela garota era exatamente o caos de que eu precisava.
— Pense bem, Alice — falei antes que ela alcançasse a maçaneta. — A oferta fica de pé até amanhã cedo. Se mudar de ideia, o contrato está aqui.