A mesa de jantar da mansão dos meus pais parecia um campo de batalha silencioso, onde cada tilintar de talher de prata contra a porcelana cara soava como um aviso. O lustre de cristal iluminava os pratos bem decorados, mas a minha atenção estava completamente voltada para a mulher sentada ao meu lado.
Durante todo o primeiro prato, meu pai manteve a conversa focada em amenidades, mas seus olhos cinzentos não paravam de estudar os movimentos de Alice. Minha mãe observava a forma como ela segurava a taça de vinho, como respondia com calma e precisão a cada comentário sutil sobre a rotina da alta sociedade de Nova York. Alice não tentava se moldar ou parecer alguém que não era; ela mantinha aquela simplicidade polida, ajeitando os óculos com a ponta do dedo sempre que a tensão subia um degrau.
Por debaixo da toalha de linho pesado, a minha coxa musculosa estava colada na dela. O calor que emanava daquela proximidade era um tormento. Meu membro continuava rígido, uma ereçã0 teimosa que raspava contra o tecido do terno a cada movimento que eu fazia para me acomodar na cadeira.
— E me diga, Alice — meu pai começou, limpando os cantos da boca com o guardanapo antes de fixar o olhar nela. — Quais são as suas expectativas para o futuro? Imagino que a rotina ao lado do CEO da Construtora Vance não seja exatamente pacata. O Ethan vive para o trabalho.
Senti o corpo de Alice tensionar minimamente ao meu lado. Antes que ela pudesse responder, estendi a minha mão por baixo da mesa e a apoiei firme sobre a sua coxa. O tecido verde-esmeralda do vestido era fino, permitindo que a quentura da pele dela invadisse a palma da minha mão. Senti um leve sobressalto na sua respiração. Meus dedos apertaram sutilmente a carne macia da sua perna, um gesto que para os outros pareceria apenas um apoio carinhoso, mas que entre nós dois carregava uma voltagem elétrica absurda.
— O Ethan é focado, senhor Vance, e eu admiro isso nele — ela respondeu, olhando diretamente nos olhos do meu pai, sem vacilar um segundo, mesmo com a minha mão subindo um centímetro a mais pela sua coxa. — Eu também tenho os meus próprios objetivos com a faculdade e o meu trabalho. Nós entendemos o espaço um do outro. Acredito que uma parceria real funciona assim: apoiando o crescimento mútua, sem que um precise anular a vida do outro.
— Uma resposta muito sensata — minha mãe comentou, exibindo um sorriso genuinamente impressionado. — Hoje em dia é difícil encontrar jovens com essa clareza. O que você acha, Richard?
Do outro lado da mesa, meu primo Richard mantinha um sorriso travado no rosto. Ele girava o vinho na taça, os olhos castanhos fixos em Alice com uma mistura de cobiça e frustração. Ele claramente tinha vindo para o jantar esperando encontrar uma garota boba, deslumbrada, fácil de ser desestabilizada. Em vez disso, deu de cara com uma parede de puro orgulho e elegância.
— Acho formidável, tia — Richard disse, a voz pingando um sarcasmo contido. — Só espero que toda essa independência não balance as estruturas quando os compromissos mais sérios da família exigirem a presença total dela. Casar com um Vance exige sacrifícios, não é, Ethan? Você sabe bem disso.
A menção direta ao casamento fez a minha mão apertar ainda mais a coxa de Alice. Senti um arrepio correr pelo corpo dela, e pelo canto do olho, vi suas bochechas ganharem um tom rosado bem sutil.
— Alice sabe exatamente onde está pisando, Richard — respondi, a voz saindo num tom baixo e rouco, cortante o suficiente para fazer o sorriso dele sumir. — E ela tem o meu apoio total em cada decisão. Você deveria se preocupar menos com o que o meu casamento exige e focar mais nos seus próprios resultados.
Meu pai soltou uma risada curta, claramente satisfeito com a forma como cortei o Richard. A dinâmica do jantar mudou a partir dali; o território estava marcado.
Quando o jantar finalmente terminou e passamos para o café na varanda dos fundos, o vento frio de Long Island balançou as árvores da propriedade. Alice estava de pé perto da balaustrada de pedra, olhando para os jardins escuros. Aproximei-me por trás, deixando que o meu corpo quase colasse no dela. O perfume de baunilha misturado ao ar fresco da noite me deu uma onda de calor que fez meu pau pulsar pesado na calça.
— Você deu um show lá dentro — sussurrei perto do seu ouvido, sentindo a textura da minha barba por fazer roçar na lateral do seu pescoço claro, bem em cima daquelas pintas escuras.
Alice virou o rosto sutilmente para me encarar. Por trás das lentes dos óculos, seus olhos castanhos estavam intensos, a respiração curta fazendo os seios pequenos marcarem o decote do vestido verde.
— A sua mão na minha perna não estava no roteiro do contrato, Ethan — ela sussurrou de volta, a voz num tom baixo que era pura provocação para o meu autocontrole.
— Foi improviso para o público — menti, aproximando-me mais um milímetro, sentindo a curva da sua bunda imensa encostar na frente da minha calça, onde o volume rígido não deixava dúvidas do que ela causava em mim. — E funcionou. Eles acreditaram em cada palavra.
Eles podiam ter acreditado na mentira, mas a p0rra do desejo que estava queimando entre nós dois naquele terraço era a coisa mais real daquela noite.