CAIM LEE— ME SOLTA, PORRA! — grito, a voz abafada pela lama, enquanto ele segura os meus pulsos com uma força que parece querer quebrar os meus ossos.Ouço então uma segunda voz, vinda de perto, percebendo que esse homem não está sozinho. Tem outro cara ali, parado ao lado, tão grande e tão assustador quanto o primeiro, observando tudo com calma.— FICA QUIETO, PORRA, SE NÃO QUISER SE MACHUCAR DE VERDADE — rosna o segundo guarda, a voz grave e sem nenhuma piedade.Sinto o coração disparado, a adrenalina correndo nas minhas veias, uma mistura de medo e desespero. Tento lutar, me contorcer, usar qualquer movimento para me livrar daquele aperto, mas é inútil. Eles são fortes demais.— Quem são vocês? O que querem comigo? — pergunto, com dificuldade, entre ofegos.O homem que está em cima de mim solta uma risada curta e fria, perto do meu ouvido.— Aqui somos nós que fazemos as perguntas, seu ratinho imundo — responde ele, com desdém.Num gesto de desespero total, sem saber mais o que f
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