LUKE AMAROKDesde o momento em que ouvi o barulho da porta abrindo e depois aquele baque, algo dentro de mim mudou completamente. Até então, o meu ser estava mergulhado na dor, na culpa, na saudade de Nina. O meu lobo, a minha essência, estava deprimido, quieto, sofrendo com a perda, sem vontade de lutar, de viver, de nada. Mas quando o ar da cela mudou, quando um cheiro novo, desconhecido e ao mesmo tempo incrivelmente atraente invadiu o espaço, tudo isso desapareceu num piscar de olhos.O meu lobo ergueu a cabeça dentro da minha mente, desperto, alerta, eufórico, de uma forma que eu não sentia há anos. O cheiro… aquele cheiro era único. Doce, suave, envolvente, com uma fragrância floral e quente, algo que mexeu com cada fibra do meu corpo, cada instinto que eu tinha. Era um aroma que eu conhecia das histórias, das lendas que ouvira ainda quando vivia com a minha matilha, antes de ser capturado. Era o cheiro de um ômega.Eu não queria acreditar no que os meus sentidos estavam me dize
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