VALENTINA Tinha acabado de entrar no apartamento que dividia com a minha amiga Isabela quando ouvi sua voz: — Mais forte… por… favor… meu amor! Estava rouca, entregue. E, com ela, gemidos baixos masculinos, ofegantes e intensos. O apartamento estava completamente escuro, mas um clarão vindo do meu quarto — e não do dela — foi o que me chamou atenção. Quando me aproximei, meu corpo inteiro gelou ao ouvir a voz da pessoa que estava com ela. — Você sempre gostou assim, não é, sua safada? — a voz grave, ofegante, acelerada, era de... Theo, o meu namorado. As chaves escorregaram da minha mão e caíram no chão com um tilintar metálico. Eles estavam tão ocupados que nem sequer ouviram. Apressada empurrei a porta. A imagem me acertou como um soco no estômago. Isabela montada em Theo. Nua. Cabelos loiros grudados na pele suada, olhos fechados, boca entreaberta. Theo debaixo dela, com as mãos apertando a cintura dela com força, o rosto contorcido de prazer. Na minha cama. Nos me
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