VALENTINA
Já fazia quase dez dias que eu vivia em modo sobrevivência. Depois da demissão, não aguentei mais ficar sozinha no quartinho apertado do Brás. Ana insistiu para eu ficar na casa dela. Quando contei toda a história — a traição, a armação de Isabela, o roubo da ideia, a demissão injusta —, ela ficou em choque, mas não surpresa.
— Amiga, eu meio que nunca confiei nela — confessou Ana, enquanto tomávamos café na cozinha pequena. — Você lembra como eu a encarava? Acho que cheguei a dei