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CAPÍTULO 4 – A SEGUNDA, TERCEIRA, QUARTA… VEZ

VALENTINA

Ainda estava escuro quando me mexi na cama. Meu corpo doía de um jeito bom, sensível, vivo. Leon despertou no mesmo instante, como se estivesse esperando por mim. Sem dizer nada, ele me puxou para si e voltou a me beijar. O beijo era mais profundo agora, carregado de desejo renovado. E aquela madrugada tive a impressão que ele não queria mais sair de dentro de mim.

— Não consegui parar de sonhar com você — murmurou contra minha boca, a voz rouca de sono e excitação.

Em poucos minutos ele já estava dentro de mim novamente. Ele começou devagar, com cuidado, sabendo que eu ainda estava dolorida da primeira vez. Cada estocada lenta enviava ondas de sensações mistas pelo meu corpo: um leve incômodo que rapidamente se transformava em calor.

Eu estava ficando molhada novamente. Leon percebeu e aumentou o ritmo, estocando mais fundo, mais firme. Arqueei o corpo contra o dele, querendo mais, mesmo que doesse um pouco.

— Consegue aguentar mais, linda? — perguntou ele, mordiscando meu lábio inferior.

— Si... sim! — respondi em um gemido baixo.

— Quer mais pequena? —ele perguntou rouco

— Sim, quero tudo de... você... — respondi quase sem fôlego.

Leon sorriu no escuro, aquele sorriso perigoso que eu já estava começando a reconhecer. Ele me virou de quatro com facilidade, segurando meus quadris com mãos firmes. Entrou novamente, dessa vez mais fundo. O ângulo era completamente diferente, mais intenso. Soltei um gemido alto quando ele começou a se mover.

Uma de suas mãos desceu entre minhas pernas, massageando meu clitóris em círculos precisos enquanto metia. O prazer subiu rápido, quase violento. Eu gritava contra o travesseiro, sem nenhuma vergonha.

— Isso… deixa sair — murmurou ele, puxando meu cabelo com suavidade, inclinando minha cabeça para trás. Seus dentes roçaram meu ombro, mordendo de leve. — Você é muito apertada e nessa posição fica ainda mais.

O ritmo dele era dominante, mas atento. Ele variava a velocidade, sentindo cada reação minha. Quando sentia que eu estava perto, diminuía, prolongando a tortura deliciosa. Eu nunca imaginei que meu corpo pudesse sentir tanto prazer seguido.

— Goza de novo pra mim, Valentina — ordenou ele, a voz rouca no meu ouvido.

Não precisei de mais nada. O orgasmo me acertou forte, fazendo minhas pernas tremerem. Apertei-o com força dentro de mim enquanto gozava. Leon gemeu meu nome e gozou logo depois, enchendo-me novamente, pulsando fundo.

Caímos exaustos na cama. Ele me puxou para seu peito, acariciando minhas costas com ternura, os dedos traçando minha coluna. Fechei os olhos, sentindo o calor do corpo dele e o som firme do seu coração.

Mas não dormimos por muito tempo.

Algumas horas depois, acordei com a boca dele entre minhas pernas novamente. Leon me devorava com calma e fome, como se tivesse o tempo todo do mundo. Sua língua era implacável, e eu gozei rápido, ainda sensível da noite anterior. Quando subi nele, montando devagar, ele me observava com aqueles olhos azuis intensos, as mãos apertando minha cintura.

— Isso, linda… rebola pra mim — sussurrou, a voz carregada.

Eu me movia como conseguia, aprendendo meu próprio corpo através do dele. Leon me ajudava, guiando meus quadris, subindo para encontrar cada movimento meu. Dessa vez foi mais lento, mais íntimo. Quase carinhoso. Gozamos juntos, olhando um nos olhos.

A quarta vez veio quando o céu já começava a clarear. Leon me pegou de lado, uma perna minha por cima da dele. Entrou devagar, abraçado comigo, beijando minha nuca e ombro enquanto se movia. Foi a mais preguiçosa e profunda de todas. Suas mãos percorriam meus seios, minha barriga, entre minhas pernas. Ele não falava muito agora — apenas gemidos baixos e respirações pesadas.

— Você é viciante — murmurou contra minha pele.

Quando gozei pela última vez, foi quase silencioso. Um tremor longo, profundo, que me deixou mole nos braços dele. Leon gozou logo depois, apertando-me contra seu corpo como se não quisesse me soltar nunca.

O sol já entrava pelas janelas quando finalmente adormecemos de verdade. Eu estava exausta, dolorida, saciada. O corpo marcado pelos dedos e beijos dele. Pela primeira vez desde que abri aquela porta do apartamento, Thiago e Sofia pareciam distantes, quase irreais.

Leon me abraçava por trás, uma mão possessiva sobre minha barriga, o rosto enterrado no meu cabelo. Eu sabia que isso era fuga. Sabia que era temporário. Mas naquele momento, envolvida pelo cheiro dele e pelo cansaço bom que tomava conta do meu corpo, eu me permiti sentir apenas isso.

Paz, calor e esquecimento.

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