CAPÍTULO 3 – A ENTREGA

VALENTINA

O apartamento de Leon era impressionante. Moderno, com paredes de vidro que mostravam uma vista panorâmica do mar escuro de São Paulo à noite. A decoração era minimalista, tons escuros e elegantes. Assim que a porta se fechou atrás de nós, ele me prensou contra a parede com o corpo firme, beijando-me com uma fome que me deixou sem ar.

Suas mãos grandes deslizavam pela minha cintura, subindo por baixo da blusa, tocando minha pele como se já me conhecesse. Eu tremia inteira — de nervosismo, de desejo, da adrenalina que ainda corria nas minhas veias depois de tudo que tinha acontecido.

— Tem certeza, Valentina? — murmurou ele contra minha boca, a voz rouca e pesada.

— Tenho — respondi, puxando-o mais para perto. Eu precisava disso. Precisava sentir outra coisa que não fosse dor.

Leon me carregou até o quarto sem esforço. Me deitou na cama king size com cuidado, mas seus olhos queimavam. Ele tirou minha roupa devagar, beijando cada pedaço de pele que ia aparecendo. Meu pescoço, meus ombros, o vale entre meus seios. Quando fiquei completamente nua diante dele, Leon parou por um instante, admirando meu corpo.

— Você é linda pra caralho... — sussurrou, a voz baixa e intensa.

Senti meu rosto queimar. Ele se despiu em seguida. O corpo era musculoso, ombros largos, abdômen marcado. Meu coração disparou. Eu nunca tinha visto um homem assim tão de perto, tão real.

Leon deitou sobre mim, beijando meu pescoço e descendo pelos meus seios com calma e desejo. Sua boca era quente, experiente. Ele explorou cada curva, cada reação minha. Quando desceu mais, abrindo minhas pernas com firmeza, eu prendi a respiração.

— Relaxa pra mim, linda — murmurou, olhando nos meus olhos por um segundo.

Quando sua boca me encontrou, soltei um gemido surpreso. Leon foi intenso, mas cuidadoso. Sua língua deslizava devagar no começo, depois com mais pressão, lambendo, sugando, explorando cada parte sensível. As mãos dele seguravam minhas coxas abertas, mantendo-me exatamente onde ele queria. O prazer veio rápido, quase avassalador.

— Isso... geme pra mim — disse ele contra minha pele, a voz vibrando. — Quero ouvir o quanto você está gostando.

Eu cravava os dedos nos lençóis, o corpo arqueando involuntariamente. Ninguém nunca tinha feito aquilo comigo. A sensação era quente, molhada, profunda. Quando ele introduziu um dedo devagar, curvando-o no ponto certo enquanto a língua continuava trabalhando, eu gozei pela primeira vez na vida. Forte. Tremendo. Gemendo o nome dele sem controle.

Leon subiu beijando meu corpo até voltar à minha boca. Sorriu contra meus lábios, satisfeito.

— Boa garota... — sussurrou rouco. — Agora você está pronta pra mim.

Ele se posicionou entre minhas pernas. Senti a cabeça dele pressionando minha entrada e meu corpo inteiro tensionou. Leon entrou devagar, centímetro por centímetro, controlando cada movimento. Quando ele rompeu minha virgindade, soltei um gemido agudo de dor.

Leon parou imediatamente, os olhos arregalados de surpresa.

— Porra... você era virgem? — perguntou, a voz baixa.

— Era — sussurrei, mordendo o lábio, sentindo as lágrimas de dor e emoção surgirem. — Continua, por favor. Não para.

Ele xingou baixinho, mas obedeceu. Ficou parado por alguns segundos, me dando tempo para me acostumar, beijando meu pescoço com carinho. Depois começou a se mover, lento no início, depois ganhando um ritmo mais intenso e profundo. Cada estocada trazia uma mistura estranha de dor e prazer que aos poucos se transformava em algo muito maior.

— Isso... aperta em volta de mim — murmurou no meu ouvido, a voz carregada de desejo. — Você é tão apertada, Valentina... tão perfeita.

Eu cravava as unhas nas costas dele, gemendo cada vez mais alto. Leon segurava meus quadris com firmeza, movendo-se com precisão, levando-me cada vez mais alto. O segundo orgasmo veio ainda mais forte que o primeiro, fazendo meu corpo inteiro tremer enquanto ele continuava dentro de mim.

Ele gozou logo depois, enterrado fundo, gemendo rouco o meu nome.

Ficamos abraçados, suados e ofegantes. Leon não saiu de dentro de mim imediatamente. Ficou ali, passando os dedos com carinho pelo meu cabelo, beijando minha testa, meu rosto, meus lábios inchados.

— Você está bem? — perguntou baixinho, a voz doce agora.

Assenti, ainda tentando recuperar o fôlego. Pela primeira vez em muitas horas, senti uma estranha paz. Uma paz quente, perigosa e temporária. Thiago e Sofia ainda estavam lá, no fundo da minha mente, mas por enquanto Leon tinha conseguido afastá-los.

Eu sabia que isso não ia resolver nada. Sabia que amanhã a dor provavelmente voltaria mais forte. Mas naquele momento, nos braços de um homem que eu mal conhecia, com o corpo ainda formigando de prazer, eu permiti que a sensação de escape me envolvesse.

— Fica comigo essa noite — murmurou ele, puxando o lençol sobre nós dois.

E eu fiquei.

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