Sete anos depoisEloise CamposAcordo antes mesmo de o despertador tocar e fico deitada, olhando para o teto, frustrada.Ainda não consegui me acostumar com a nova casa, com o fuso horário ou com a nova rotina. Achei que, aos vinte e cinco anos, a adaptação seria simples, quase automática, mas não está sendo tão fácil quanto eu gostaria.Viro o rosto para a janela de cortina semiaberta, e os primeiros raios de sol me lembram imediatamente que hoje é segunda-feira — o dia mais agitado da semana em todos os sentidos. Quando olho para o relógio, ele marca 6h22.Respiro fundo e me espreguiço devagar, decidida de que, se é para me estressar, então que seja com calma.Levanto e sigo para o banheiro do meu quarto. Felizmente, as casas nos Estados Unidos costumam ser bem completas, por um valor até mais acessível do que eu imaginava, e, graças ao meu emprego, consigo manter aquela casa sem aperto.Depois da higiene, aproveito para tomar um banho rápido. Em seguida, visto minha roupa de academ
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