A rotina entre Alya e Paolo começou a se moldar em algo que lembrava um casamento romântico, sem papéis, sem testemunhas, mas com uma intimidade que preenchia cada cômodo da casa.Ele acordava cedo, quase sempre antes dela. Levantava devagar, cuidando para não acordá-la, e seguia para a cozinha em passos arrastados, o cabelo bagunçado, a camiseta amarrotada. Não sabia exatamente o que estava fazendo, mas tentava.Às vezes queimava a panqueca, às vezes esquecia o pão no forno e saía fumaça, e em outras simplesmente derramava mais água do que devia. Ainda assim, todas as manhãs, quando Alya surgia na porta, com os olhos sonolentos e o cabelo solto e bagunçado, encontrava Paolo ali, orgulhoso, com duas xícaras prontas.— Bom dia, estrela. — dizia, abrindo um sorriso que deixava qualquer erro pequeno demais para importar.Ela ria, esfregando os olhos.— Você ainda não cansou desse apelido?— Nem comecei. — retrucava, puxando uma cadeira para que ela se sentasse.Depois do café, ele insist
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