À noite, o quarto se tornava o lugar onde as defesas caiam de verdade. Não era só o corpo que procurava calor. Era a alma, cansada de fingir que não precisava de ninguém. Eles se deitavam lado a lado, às vezes de costas um pro outro, fingindo que iam apenas dormir.
Mas bastava alguns minutos no escuro para que o mundo lá fora desaparecesse. As mãos se encontravam quase sem querer, os dedos se tocavam, e logo Paolo puxava Alya para perto, como se o corpo dela fosse um travesseiro sem o qual ele