Paolo voltou antes do amanhecer. O rosto estava tenso, sujo de poeira, o olhar distante. Tinha ido até o mercadinho onde o carro havia sido visto por Alya, mas não encontrou ninguém. O vazio, no entanto, o deixou mais preocupado do que se tivesse achado algo. Voltou para casa. Sentou-se na varanda, olhou para a rua, o peito subindo e descendo devagar. Por mais que tentasse, o pressentimento não o abandonava. Dois dias se passam, Alya dormia um sono leve, inquieto. O vento soprava contra as janelas, e o som parecia o de passos. Ela virou para o lado, o corpo encolhido sob o cobertor, e uma sensação estranha percorreu sua pele, a certeza de que havia alguém observando. Abriu os olhos, o quarto ainda mergulhado numa penumbra azulada. Algo fora do lugar. Algo… lá fora. Levantou-se, descalça, e caminhou até a janela. Quando afastou a cortina, o coração disparou. Um carro estava parado na estrada, a uns cinquenta metros da casa. Não era de ninguém da região. O motor estava desliga
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