LONDRES, SEGUNDA-FEIRA, 12H50 O sedan preto atravessou os portões de ferro da mansão Grant, na rua Kensington Palace Gardens. Uma casa adorável de dois andares e fachada branca, toda cercada de salgueiros que se balançavam na superfície de uma lagoa verde. Hargreaves, o mordomo, abriu a porta sorrindo. — Bem-vindo de volta, milorde. Como estava a Espanha? — Excelente, Harg. Obrigado. O senhor Grant tirou o terno no meio da sala e desabou no sofá. O velho Harg parou ao seu lado com as duas malas. — E o evento? Ocorreu como esperado? — Sim, meu amigo. Grandes contratos. — Michael puxou o nó da gravata. — E o de sempre. — Agora o senhor se refere às mulheres. — Que vieram aos montes atrás do Paul. Imagine a cena. Hargreaves imaginou. — A propósito, a senhorita Alice telefonou três vezes, perguntando se o senhor já havia chegado. — Alice, Alice. O que eu faço com você? — Retorno a ligação? — Não, Harg. E, se ela ligar de novo, por favor, diga que estou descansando. Sem deta
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