O silêncio foi a primeira punição. Não houve comunicado oficial, nem bronca pública. Apenas uma mudança sutil, mas implacável: Aurora percebeu que, de um dia para o outro, os e-mails importantes pararam de chegar. As tarefas estratégicas sumiram da sua caixa de entrada. O nome dela desapareceu das listas de reuniões. O que antes era rotina virou ausência. Ela continuava ali, mas era como se não estivesse. Na manhã seguinte ao confronto com Henrique, Aurora entrou na sala de reuniões para entregar documentos, como sempre fazia. Mas, dessa vez, sentiu os olhares se voltarem para ela, não de curiosidade, mas de julgamento. Quando tentou se sentar ao fundo, um colega sussurrou, sem disfarçar: — Esse lugar está reservado. Melhor você esperar lá fora. Aurora engoliu em seco e saiu, sentindo o peso do isolamento se tornar público. No corredor, ouviu dois advogados conversando em voz baixa: — O Henrique mandou retirar os acessos dela ao projeto internacional. — Nossa… foi direto a
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