Henrique gostava de ser visto.
Na balada, isso vinha fácil. Bastava entrar no camarote para os olhares mudarem de direção, os celulares surgirem discretos, os sorrisos se multiplicarem com rapidez ensaiada. Ele ocupava o centro sem esforço, como se aquele espaço tivesse sido reservado desde sempre.
A música vibrava no peito. Luzes cortavam o ar. Copos erguidos brindavam sem motivo algum além da presença dele.
— Finalmente — disse uma das mulheres, aproximando-se demais. — A semana inteir