Assim que o dia amanheceu, fui para o trabalho e me dediquei ainda mais à investigação. Passei horas diante do computador, acessando bancos de dados, relatórios internos, registros que eu mesma já havia consultado antes. Mas, para minha surpresa, não havia nada. Era como se aquele homem não existisse. Aquilo não era normal. Nem para alguém poderoso. Pensei em pedir ajuda, mas depois dos últimos acontecimentos, não queria depender de ninguém, eu não sabia em quem eu realmente podia confiar. Depois do expediente, voltei para casa, espalhei diversos papéis sobre a mesa, abri o notebook e comecei a montar estratégias. Diferente de todos os outros, aquele homem não tinha rosto, não tinha história, não tinha família. Nada. Voltei a examinar cada documento com atenção redobrada. Linhas que antes pareciam irrelevantes agora ganhavam outro peso. Cruzamentos mínimos, menções indiretas, decisões administrativas aparentemente banais. Aos poucos, a verdade começou a se desenhar diante de mim
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