Nossos olhos se encontraram e todo o mundo ficou suspenso, até que... uma colisão implodiu.Não havia mais espaço para lógica, para contrato, para as paredes que havíamos erguido tijolo por tijolo. Havia apenas o medo pelo futuro, a exaustão, a tensão acumulada de semanas, a atração brutal que tínhamos dançado desde o primeiro dia, naquele clube. Tudo se fundiu em um instante de pura, devastadora necessidade.Foi ele quem se moveu primeiro. Ou talvez tenha sido eu. Não importa. Em um microssegundo, a distância entre nós desapareceu.Seus lábios encontraram os meus com uma fome que me tirou o ar. Não foi um beijo de sedução. Foi um ato de posse, de desespero, de rendição. Minhas mãos, que estavam no seu peito para me afastar, se fecharam no tecido fino de sua camisa, puxando-o para mais perto. Um gemido rouco – dele ou meu, eu não sabia – ecoou no silêncio do quarto.O sabor dele era café, vinho tinto e algo essencialmente Dante – intenso, amargo, viciante. Suas mãos saíram do meu braç
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