DANTE
Minhas mãos no volante estavam frias, os nós dos dedos brancos. Eu estava indo para um lugar que havia jurado nunca mais pisar. Um lugar de sombras, de música abafada, de desejos comprados e esquecidos. O clube.
Mas não era pelo motivo de antes. Antes, era por fuga. Por uma necessidade doentia de testemunhar um fogo que eu não permitia em mim mesmo. Agora… agora eu ia por algo pior. Por informação. Por contexto. Por tentar entender o enigma que eu mesmo tinha trazido para o centro do m