A noite no anexo foi longa e tortuosa. O sono fugiu, perseguido pelo fantasma do beijo. O gosto de Dante ainda estava impresso nos meus lábios, uma marca de fogo que a escova de dentes não conseguia apagar. Cada vez que fechava os olhos, via a intensidade dos olhos dele no provador, sentia a pressão das suas mãos na minha cintura, ouvia o som rouco da nossa respiração no quarto silencioso. E então, a culpa. Avisadora, pesada, me afogando em ondas de vergonha. Eu beijei meu patrão. O homem casad