O hospital foi um borrão de luzes fluorescentes, cheiros antissépticos e procedimentos mecânicos. Raio-X, ultrassom, mãos frias apalpando meu tornozelo monstruoso. O diagnóstico foi rápido e previsível: torção de terceiro grau, com pequena fratura por avulsão – um pedacinho de osso arrancado pela força do tendão. A palavra "gesso" caiu como uma sentença.
— De quatro a seis semanas — disse o ortopedista, um homem jovem com olhos cansados. — Repouso absoluto. Pé elevado. Muletas. E depois, fisiot