A porta da mansão se abre e eu dou de cara com Marcy.Por um segundo, o mundo congela. Todas as imagens da noite passada — as fotos, os relatórios, a pasta amaldiçoada — passam pela minha mente como um filme de terror.— Elara! — Marcy sorri, aberta, calorosa. — Que cara é essa? Parece que viu fantasma.Ela não sabe. Claro que ela não sabe que eu vi. Como saberia?Mas eu sei.E ela sabia. Ela sempre soube.Olho para Dante. Ele está ao meu lado, tenso, observando a cena. Deve ter visto algo no meu olhar, porque respira fundo e toma a dianteira.— Marcy, — ele diz, a voz calma, mas firme, — você pode contar pra Elara o que você sabe?Marcy franze a testa, confusa.— Contar o quê? Dante, você enlouqueceu?— Pode falar.Ela olha para mim, para ele, para mim novamente. Há algo em seus olhos — não culpa, não medo. Apenas... compreensão.— Marcy, — começo, dando um passo à frente, — tudo bem. Eu já sei. Sei que você sabia de tudo. E como mulher... como amiga... você deveria ter me contado.O
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