Na sala de jantar da mansão Cezario, a prataria brilhava sob o lustre de cristal, mas a atmosfera era carregada de uma cortesia venenosa. Margareth observava Giorgio com um brilho de deboche nos olhos, enquanto Soraya, elegantemente fatal em seu vestido carmesim, mantinha o sorriso ensaiado.— Realmente, Giorgio, eu estou impressionada — começou Margareth, a ironia escorrendo em cada sílaba. — Eu esperava que você fosse acompanhar seu "tesouro" até Avelândia. Mas a pequena Ísis é tão previsível, não é? Quis bancar a heroína da família e te entregou de bandeja para nós. Ela é de uma nobreza... quase ingênua.Giorgio apertou o talher com força, mas manteve a voz controlada. — Ela se preocupa com os pais, Margareth. Coisa que você talvez não entenda.Margareth riu, um som seco e desprovido de humor. Ela fez um sinal discreto para Soraya. O plano original de difamar Ísis ali mesmo, diante de Giorgio, fora alterado no momento em que souberam da viagem. Margareth percebera que tinha algo mu
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