O som das furadeiras e o cheiro de cimento fresco eram música para os ouvidos de Ísis. No centro do grande galpão, ela observava as paredes brancas que em breve abrigariam as cores de sua alma. A jornada era exaustiva — as náuseas matinais e o cansaço da gravidez lutavam contra sua energia criativa —, mas Ísis nunca se sentira tão viva.
— Duas semanas, dona Ísis — disse o mestre de obras, limpando o suor da testa. — Em duas semanas, entregamos a chave.
Ísis sorriu, sentindo um chute discreto no