Quando Giorgio chegou à cobertura naquela noite, encontrou Ísis sentada diante da grande vidraça, observando as luzes de Valverde. Ela parecia distante, envolta em um robe de seda que a fazia parecer uma pintura inacabada.
— Margareth esteve aqui — disse ela, sem rodeios, assim que sentiu o toque dele em seus ombros.
Giorgio enrijeceu imediatamente. — O quê? O que ela queria? Eu disse para ela não te incomodar!
Ísis virou-se, forçando um sorriso que não chegava aos olhos. Ela lhe mostrou a caixa de veludo com o broche de pérolas. — Ela veio trazer isso. Disse que era da sua mãe, um presente de trégua.
— Da minha mãe? — Giorgio pegou a joia com desdém, os olhos faiscando. — Margareth não tem o direito de tocar nas coisas dela, quanto mais usá-las como isca. Ela te disse mais alguma coisa? Ela te ofendeu?
Ísis respirou fundo. As palavras de Margareth sobre o "segredo do passado" e a ameaça velada à criança ecoavam em sua mente como um sino fúnebre. Mas ela olhou para o rosto tenso de Gi