A penumbra do bar clandestino na periferia de Valverde era o oposto do brilho dos salões que Soraya costumava frequentar. Ali, o cheiro de cigarro barato e uísque de segunda categoria dominava o ar. Soraya esperava em um reservado nos fundos, os dedos tamborilando impacientemente sobre a mesa de fórmica, até que a silhueta de Bento Forst surgiu na porta.
Bento era um homem de beleza perigosa e ambição desmedida. Antigo "amor de verão" de Soraya e filho de uma família que perdera tudo em apostas