No escritório penumbroso da mansão Cezario, o cheiro de incenso e o tilintar de gelo no copo de Margareth criavam uma atmosfera de conspiração pura. Soraya ouvia o plano da matriarca com os olhos arregalados, um misto de horror e fascinação.
— Você está louca, Margareth? — Soraya sussurrou. — Giorgio não quer me ver nem pintada de ouro. Como eu vou ter uma "noite de amor" com ele? E engravidar de primeira? Isso é estatisticamente improvável!
Margareth deu um gole lento em sua bebida, sem desviar o olhar gélido da jovem. — Para um homem como Giorgio, o dever vem antes do desejo. Se ele for convencido de que cometeu um erro em uma noite de embriaguez ou fragilidade, ele assumirá as consequências. E quanto à biologia... — Margareth inclinou-se para a frente. — Não seja ingênua. Eu não disse que o filho precisa ser dele. Eu disse que ele precisa acreditar que é dele. Arrume outro pai, alguém descartável, mas garanta que o timing coincida com um encontro que nós vamos forjar com o Giorgio.