O ambiente no loft era de pura apreensĂŁo. Giorgio segurava as mĂŁos de ĂŤsis, o rosto contraĂdo em uma máscara de preocupação. O apelo do Sr. Buonavitta ecoava como um trovĂŁo antes da tempestade.
— Eu não vou deixar você pegar essa estrada sozinha nesse estado, Ísis — Giorgio insistiu, a voz grave. — Que se dane a Margareth, que se dane o jantar. Eu vou com você para Avelândia agora.
— Não, Gió! — Ísis rebateu, com uma firmeza que o surpreendeu. — Se você faltar a esse jantar depois de tudo o que aconteceu, a Margareth vai interpretar como uma declaração de guerra total. Nós precisamos desse "acordo de paz" para terminar a obra do galpão em segurança. Vá, mostre que estamos agindo de boa-fé. Ela vai entender que uma emergência familiar com meus pais não pode esperar.
— Ísis, eu sinto que algo está errado — ele murmurou, o instinto de proteção gritando.
— Eu também sinto. Por isso preciso ir. Mas se você estiver lá, na mansão, você será meus olhos e ouvidos. — Ela acariciou o rosto dele.