O som da chuva batendo nas claraboias do loft acompanhava o ritmo acelerado do coração de Ísis. Giorgio estava sentado no sofá de couro, relaxado, com um copo de vinho em mãos, enquanto ouvia o relato da amada sobre o encontro de Soraya e Bento.
— Gió, você não está entendendo — Ísis insistiu, andando de um lado para o outro. — Léo e Eleonor viram. Foi um envelope, foi dinheiro. Bento Forst não é o tipo de pessoa com quem a Soraya tomaria um café por cortesia.
Giorgio suspirou, um sorriso benevolente surgindo em seus lábios. Ele se levantou e segurou suavemente os ombros dela, tentando transmitir uma calma que Ísis não conseguia sentir.
— Meu amor, você está exausta. O estresse da gravidez e as obras no galpão estão deixando você paranóica. — Ele a conduziu de volta ao sofá. — Soraya é mimada, mas ela não é uma criminosa do submundo. Talvez o pai dela tenha dívidas com o Bento, ou talvez seja algo pessoal que não nos diz respeito. Fazia dias que ela não aparecia para nos atormentar. E