O sol poente tingia as paredes do solário da mansão Cezario com um tom de sangue. Margareth permanecia sentada em sua poltrona de veludo, observando Soraya com a frieza de quem analisa uma peça em um tabuleiro de xadrez.
— Entenda, Soraya — disse Margareth, sua voz um sussurro letal. — Giorgio é movido por um senso de honra quase arcaico. Ele não voltará para você por amor, mas voltará por culpa. Se ele acreditar que, em um momento de fraqueza, tirou de você a última gota de dignidade e lhe dei