O silêncio que se seguiu após o clique do desligar do telefone era sufocante. Margareth Cezario permaneceu estática em seu escritório, os olhos fixos em um retrato antigo da família na parede. A informação de Soraya vibrava em sua mente como um alarme de incêndio.
— Grávida... — murmurou Margareth, as unhas batendo ritmicamente na mesa de mogno.
Aquela criança não era apenas um bebê; era um herdeiro legítimo, um laço de sangue que prenderia Giorgio a Ísis de uma forma que nenhum escândalo financeiro poderia romper. Se a gravidez avançasse e se tornasse pública, a posição de Margareth na família estaria ameaçada. Ela precisava ser fria. Precisava de um Plano B que fosse tão cirúrgico quanto cruel.
O jantar de trégua não era mais suficiente. Ela precisava desestabilizar Ísis agora, enquanto a gestação ainda era uma promessa frágil e o estado emocional da pintora estava à flor da pele devido aos hormônios e à pressão da galeria.
— Se você quer destruir uma árvore, você não corta os galho