O espelho devolveu uma imagem que Helena reconhecia… e, ao mesmo tempo, estranhava.Não era vaidade. Era consciência.O vestido colado ao corpo acompanhava suas curvas com precisão silenciosa, ajustando-se até a altura dos joelhos de forma elegante, sem excessos. O decote profundo revelava o suficiente para ser inegavelmente atraente, mas não gritava. Ele convidava. A pele negra, luminosa sob a luz suave do quarto, parecia absorver e refletir o brilho ao mesmo tempo, como se a própria noite tivesse aprendido a respeitá-la.Helena passou a mão pelo tecido uma última vez, ajustando-o com cuidado. Tudo ali fora pensado. Nada era acaso.Os cabelos soltos caíam pelos ombros em ondas naturais, emoldurando o rosto com leveza. A maquiagem era precisa, sem exageros. Os olhos marcados na medida certa. O batom vermelho, intenso, escolhido não para provocar, mas para afirmar presença. Era um vermelho que não pedia permissão.O perfume foi o último detalhe.Uma fragrância quente, profunda, que não
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