O convite veio numa caixa de veludo preto. Dentro, um bilhete escrito à mão:
"Jantar. Amanhã. 20h. Venha como você é. — Clark."
Eu olhei para o bilhete por um longo tempo. Meus dedos tocaram a caligrafia. Era elegante, firme, mas com um tremor no final de cada letra. Como se ele tivesse hesitado antes de terminar. Como se cada palavra tivesse sido pensada, repensada, e finalmente escrita com o coração na mão.
— O que você quer, Clark? — murmurei para o papel vazio.
Mas eu sabia a resposta.
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