Maria Clara podia ouvir o barulho das crianças ao longe, o jardim era imenso. Um vasto gramado com muitas flores coloridas, fontes e um lago distante da casa. Ela caminhou naquela direção.
Atrás da casa havia uma grande piscina com três níveis envolta em um cercado bem cuidado, um campo de futebol e uma quadra de tênis. Já imaginou atividades fora daquela sala de aula sóbria e escura.
E surpreendentemente um heliponto.
Ela ouviu novamente a voz das crianças próxima ao lago, ao chegar mais perto viu o jardineiro com as crianças. Ele havia feito uma caixa para colocarem o sapo.
— Senhor João — chamou ela gentilmente — posso perguntar sobre o Sebastião?
— Pois não.
— Foi o senhor que achou ele? — Perguntou Maria Clara
João assentiu.
— Encontrei o bichinho perto do lago, sozinho. Acho que alguém largou ele por aí. Criança pega sapo, brinca e depois cansa… Acontece.
— Então o senhor deu pra gente cuidar — disse Helena, orgulhosa.
— Isso mesmo — João sorriu. — Mas é segredo. Achei que se o