Maria Clara chegou à sala de refeições dos empregados cedo e só encontrou Doralice preparando a mesa.
— Já acordou! — Disse ela ao vê-la
— Estou acostumada a acordar cedo no convento.
— Tudo bem com as crianças? — Perguntou ela desconfiada.
— Sim, eu já as ajudei a se arrumarem para o café da manhã e as deixei na sala de jantar. Por que?
— Bom, geralmente a primeira manhã das babás costumam ser agitadas.
Maria Clara apenas sorriu e Doralice entendeu que as crianças falharam dessa vez.
*****
Depois de terminar seu café, Maria Clara ouviu a risada das crianças ecoando no jardim. Ela sorriu e caminhou em direção ao som.
O vento da manhã batia suave contra seu rosto. Helena e Thomas pareciam correr cada vez mais longe, por isso ela apressou o passo.
Mas não chegou a avançar muito. Uma figura surgiu no jardim, Roberto. Bem-vestido, sorriso fácil, olhar suave e brilhante, como se a admirasse.
— Bom dia, senhorita Duarte.
Maria Clara parou, educada.
— Bom dia, senhor Roberto.
Ele fez um ges