Assim que atravessaram a porta, o calor aconchegante da mansão envolveu Darya como um abraço. A luz suave das lâmpadas douradas iluminava o hall, e o cheiro a alecrim e massa fresca, vindo da cozinha, pairava no ar. Ariella não esperou que Darya dissesse nada. Virou-se para ela, segurando-lhe o rosto com ambas as mãos. — Olha para mim, tesoro. — A voz dela era baixa, mas firme, carregada daquela força suave que só as mães sabem usar. — Tu estás segura aqui. Segura. Enquanto eu respirar, ninguém te toca. Ouviste? Os olhos de Darya marejaram novamente. Ariella franziu o sobrolho, não de irritação, mas de pura dor empática. Passou o polegar pela lágrima antes que ela descesse. — Dio mio, quem faria uma coisa destas? Quem… — parou, apertando os lábios, e fechou os olhos por um instante — …bem, eu sei quem. Eu só não queria acreditar que fosse capaz. Ariella respirou fundo e pousou ambas as mãos nos ombros de Darya, avaliando-a de alto a baixo como se procurasse ferimentos invis
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