— Eu… nunca organizei nada disto. — A voz dela saiu mais baixa do que pretendia. — Não sei escolher igreja, nem flores, nem músicas, nem nada do que um casamento precisa. Nem sequer sei por onde começar.
Houve um silêncio breve, não de julgamento, mas de compreensão.
— A minha mãe sempre organizou tudo para a Bianca — continuou, a voz mais frágil. — A festa de aniversário, as apresentações, o… o noivado que era suposto acontecer. Eu nunca fui incluída. Nunca aprendi nada. E agora… — levantou os olhos, sinceros e expostos — sinto que vou estragar tudo porque não faço ideia do que estou a fazer.
Ariella levou uma mão à boca, com um suspiro cheio de ternura.
— Oh, minha querida… — disse ela, levantando-se e contornando a mesa.
Ariella ajoelhou-se mesmo ao lado da cadeira de Darya, segurando-lhe as mãos entre as suas. Matteo observava-a com uma expressão protectora, mas deixou que fosse a mãe a conduzir aquele momento.
— Um casamento não precisa de ser perfeito — afirmou Ariella suavement