Quando estacionaram diante do prédio, Matteo desligou o motor… mas não se mexeu. Ficou ali, no escuro, com o rosto iluminado apenas pelos faróis distantes da rua. Darya virou-se para ele… e encontrou-o já a olhar para si.
A tensão entre eles tornou-se quase palpável.
— Posso dizer uma coisa? — perguntou ele, a voz baixa demais.
— Podes.
— Nunca te vi tão bonita como hoje.
O ar pareceu ficar mais quente.
Darya desviou o olhar, tentando recuperar o controlo.
— Foi… só um jantar.
— Não.
Contrapôs Matteo, aproximando-se um pouco.
— Foi o dia em que vi a mulher que vais ser na minha vida. A mulher que quero ao meu lado… mesmo que ainda não saibas.
O coração dela falhou um batimento.
— Matteo…
Ele aproximou-se mais um pouco, não o suficiente para a prender, mas o suficiente para que cada respiração se misturasse com a dela.
— Se eu te beijar agora… tu vais fugir?
Perguntou ele, num sussurro que lhe tocou a pele.
Darya engoliu em seco.
Não sabia a resposta.
Ou talvez soubesse